Operação Alcatraz: presidente da Alesc seria beneficiado em esquema de corrupção

Política

Estado – Começam a sair à luz os detalhes da Operação Alcatraz, realizada no último dia 30 de maio pela Polícia Federal, com apoio da Receita Federal. O trabalho resultou em 11 pessoas presas e no cumprimento de 42 mandados de busca e apreensão em cinco municípios.

Conforme decisão da juíza da 1ª Vara Federal, Janaína Cassol Machado, havia “um forte esquema de fraude em processos licitatórios”, tendo advogado Nelson Nappi Júnior, ex-secretário de Estado de Administração, como “núcleo central” dos crimes investigados.

Através das quebras de sigilo fiscal, bancário, telefônico e de conversas virtuais, foi identificada ligações política e pessoal entre Nappi e o presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Julio Garcia (PSD). Ele teve mandado de busca e apreensão realizado em seu apartamento.

A acusação é que Garcia também se beneficiaria dos supostos desvios de recursos. De acordo com o inquérito, uma parte das propinas que Nappi recebia era repassada ao deputado por meio de imóveis em nomes de “laranjas”. É citado um sítio em Florianópolis como exemplo.

Garcia é apontado como “padrinho político” do ex-secretário adjunto. A irmã do deputado, Lúcia de Fátima Garcia, atuava como secretária de Nappi. Por decisão judicial, ela foi afastada da função pública. Lúcia também é suspeita de receber propina do esquema criminoso.

Por orientação jurídica, Garcia diz, através de nota, que somente vai se pronunciar depois de conhecer todo o inquérito policial. Já o advogado de Nappi informa que não há motivos para mantê-lo detido, uma vez que ele não ocupa mais qualquer cargo no Governo do
Estado. As informações são do Diário do Iguaçu.