O município de Ouro mantém ações permanentes de combate à dengue e reforça o alerta à população diante do aumento do risco de proliferação do mosquito Aedes aegypti, especialmente em razão das altas temperaturas registradas neste período.
Nesta segunda-feira, dia 26, a Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Programa de Combate à Dengue, iniciou o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa). O procedimento integra o Programa Nacional de Combate à Dengue e é realizado sempre no início de cada ano. Atualmente, Ouro é classificado como município infestado, o que torna o levantamento ainda mais relevante.
Durante a execução do LIRAa, agentes de saúde visitam imóveis previamente selecionados, verificam a presença de larvas do mosquito e conscientizam a população. As informações coletadas permitem identificar as áreas com maior risco e direcionar de forma mais eficaz as estratégias de combate ao vetor.
O levantamento ocorre por amostragem, com bairros sorteados conforme a população, em processo conduzido pela Coordenadoria Regional de Saúde. Em cada localidade, são visitados imóveis correspondentes a 50% das quadras sorteadas.
Os dados levantados resultam em um relatório técnico, que é encaminhado à Regional de Saúde para registro e definição de estratégias. O prazo para a conclusão dos trabalhos é de duas semanas.
Segundo o fiscal sanitário Vilmar Rebelatto, coordenador do Programa de Combate à Dengue em Ouro, o LIRAa é uma ferramenta fundamental. “Ele foi desenvolvido para fornecer informações entomológicas de forma rápida, oferecendo um retrato fiel da situação do município naquele momento, o que possibilita intensificar as ações onde realmente há necessidade”, destaca.
Em 2026, o município já registrou 17 focos do mosquito e dois casos suspeitos, que foram descartados. Até o momento, não há casos positivos confirmados.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a participação da população é essencial. Receber bem os agentes de saúde e eliminar recipientes com água parada continuam sendo as principais formas de prevenção e combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
(imagens de arquivo da Vigilância Epidemiológica)








