Um levantamento das Sociedades Brasileiras de Cirurgia Oncológica e de Patologia mostram que, por causa da pandemia do novo coronavírus, houve redução de até 90% de exames que deveriam ser oferecidos em hospitais. Pacientes oncológicos, gestantes e doentes crônicos não estão sendo atendidos.
De 11 de março a 11 de maio de 2020, pelo menos 50 mil brasileiros deixaram de ser diagnosticados com câncer por falta de exames, segundo os órgãos. Nessas semanas, na cidade de São Paulo, foram feitas 5.940 biópsias na rede pública. No mesmo período do ano passado, foram 22.680.
A mesma redução é observada em um centro de referência em saúde do Ceará: o número de biópsias caiu de cerca de 18 mil, em 2019, para menos de 5 mil, em 2020.
Segundo Clovis Klock, médico da Sociedade Brasileira de Patologia, o diagnóstico tardio provocado pela redução do número de exames pode prejudicar não só a saúde do paciente, mas também a economia, já que tratamentos mais complexos e caros serão necessários futuramente.



