Parque Náutico em Campos Novos terá praia artificial

Região

Um projeto grandioso voltado ao turismo esportivo e de lazer foi idealizado pela Administração Municipal: a construção do Parque Náutico Cachoeira do Aguapé, localizado nas margens do lago da Usina Hidrelétrica de Campos Novos O valor aproximado do investimento na obra será de R$ 45 milhões, captados no formato de convênios com governo do estado através da SANTUR, governo federal e também de parcerias público-privada. Anunciado pelo prefeito Silvio Alexandre Zancanaro no lançamento do projeto Campos Novos 2045, o parque levará alguns anos para ser tonar uma realidade, mas promete ser um grande atrativo na região.

Praia artificial

O projeto do Parque Náutico conta com 38 elementos, entre eles a construção de uma praia artificial. Os demais itens incluem: estacionamento com mais de 500 vagas, garagem náutica, rampa de acesso ao lago para embarcações de grande porte, trapiche para esportes aquáticos e pesca esportiva, deck de contemplação da Cachoeira do Rio Aguapé, quadras poliesportivas e de tênis, campo de futebol, 48 churrasqueiras acopladas aos espaços gourmet, funicular para deslocamento interno – com 100% acessibilidade , quiosques, templo ecumênico, centro de eventos, parque infantil, Praça do Chimarrão – que contará com diversas lojas, restaurante, anfiteatro, Dog Park. Tudo isso estará integrado à natureza, com amplos espaços de área verde que são de responsabilidade do Poder Público.

Vilmar Antônio Ferrão

O desenvolvimento dos elementos do parque é o resultado da interação da comunidade que opinou sobre as principais necessidade da região. Além disso, durante os últimos anos foram realizados pesquisas e estudos para viabilizar as possibilidades e vocação na região. O secretário de Planejamento, Vilmar Antônio Ferrão, falou sobre este pretensioso projeto. “Fizemos uma análise diagnóstica para prever pontos fortes e fracos relacionados ao desenvolvimento turístico sustentável de Campos Novos, dentro dessas pesquisas mapeamos o que seria interessante trazer. Fizemos dois fóruns com a participação da comunidade. Ouvimos o que as pessoas gostariam que tivesse no parque. Também levamos em conta o que cada turista procura e verificamos o tipo de turistas que circulam nesse raio de 500 km. Com base em todas essas informações desenvolvemos o projeto. Vemos este lago não apenas como um potencial de energia, mas com o potencial turístico para esporte, contemplação e passeio. Há um grande potencial de investimento e de movimentação econômica”.

O terreno para a construção do Parque foi uma doação do senhor Waldecir Antônio Pasquali, sendo considerada uma Área de Preservação Permanente (APP), por isso o espaço deverá ser utilizado de forma consciente e responsável. O secretário aponta a sustentabilidade do projeto como o grande diferencial do parque. “Nosso projeto é acessível e sustentável. Queremos o mínimo de impacto possível dentro do ambiente natural. Estamos fazendo o inventário da vegetação, e haverá o mínimo de supressão e máximo de preservação do que já existe. A proposta principal é preservação da natureza”, garantiu.

Com os estudos e pesquisas concluídas, o que falta para as obras serem iniciadas? Mais alguns etapas precisam ser finalizadas, de acordo com o secretário. “Ainda teremos conversas com a Capitania dos Portos e com a Enercan. Precisamos apresentar as licenças. Hoje temos com a licença de acesso por conta do órgão ambiental competente. Da estrada até a área de Preservação Permanente já poderíamos fazer a pavimentação”. Com a conclusão dessa etapa, falta ainda o mais importante: o recurso. Ferrão afirma que o fato de o projeto ter investimento público e privado facilitará as coisas. “As obras estão avaliadas em cerca de R$ 45 milhões. Hoje temos a previsão de R$ 11 milhões de recursos para investir no prazo de dez anos. Tudo está previsto dentro de uma linha de investimento. O principal objetivo é o acesso ao lago. Neste momento a prefeitura já investiu mais de R$ 200 mil em estudos. Um investimento desse tamanho para o Poder Público investir e manter sozinho é pesado. O Poder Público é um facilitador para o desenvolvimento econômico e turístico. Haverá recursos próprios, recursos de convênio, do Governo do Estado e a iniciativa privada. Precisamos criar ambientes jurídicos e ambientais que tragam segurança para o investidor. São mais de 25 km ao redor do parque. São várias possibilidades de investimento. Ainda não há nada fechado, mas já recebemos visitas e estamos sendo procurados por alguns empresários. Vamos tentar todas as possibilidades de convênio. O movimento já está sendo feito”, adiantou.

O foco no turismo se tornou um movimento regional que está sendo fomentado há alguns anos. Campos Novos, o maior dos municípios na região da Amplasc, tem em seu portfólio algumas atrações turísticas como as Termas Leonense, localizada no Distrito Barra do Leão, além da realização de eventos regionais como a Expocampos, o Show Tecnológico e a Festa de Aparecida, atividades que atraem turistas de Santa Catarina e do Brasil. NO entanto, ainda carece de um olhar mais amplo para este setor. O secretário acredita que o Parque Náutico será uma obra de grandes proporções e que atrairá muitos turistas a região. “Este é um projeto grande, não é para Campos Novos, é para a região, para Santa Catarina e para o Brasil. É um projeto internacional”, aposta. Sem prever datas e sem afirmar um investimento especifico, Ferrão adianta que em breve a Administração Municipal deverá assinar a licitação para a construção da estrada de acesso a Parque. As informações são do Jornal Celeiro.