Assim são chamadas as falhas da pinha, que na verdade servem para encapsular o pinhão, separando um do outro. Além de excelentes para queimar nos fogões e lareiras, seguem padrões científicos.
“As utilizações da araucária estiveram sempre associadas a tabuados, pranchões. Contudo uma de suas utilizações mais nobres é a alimentação. Após a debulha das pinhas, surge a pergunta: o que é feito com as “falhas”? Teria esta um potencial para agroecologia? Assim, este trabalho objetiva analisar o que os agricultores faziam com as “falhas”, consideradas refugo das pinhas.
Para tanto, foram realizadas 15 entrevistas semi-estruturada, com agricultores de São Francisco de Paula, no RS, e 06 entrevistas com agricultores de Painel, na serra catarinense.
Observou-se que dos entrevistados, todos coletam grandes quantidades de pinhão (de 80 – 100 sacos de 50kg/ano) quantidades estas que são destinadas a comercialização. Já a “falha” tem sido utilizada na propriedade rural, tanto como material seco para composteira ou como cobertura morta em plantações para se evitar a utilização de herbicidas. Além disso, observou-se o inicio de um novo canal de comercialização a partir da venda destas “falhas” para donos de parreirais, que querem evitar o uso de veneno em suas lavouras.
Autora: Camila Vieira-da-Silva, DESMA/PGDR/UFRGS
Doutoranda em Desenvolvimento Rural, UFRGS.


