No último sábado (19), integrantes do COAC – Clube de Observadores de Aves do Contestado – estiveram nas proximidades do Morro Agudo de modo a observar e identificar o maior número de aves possível. No dia, em algumas horas, foi possível identificar 47 espécies, dentre elas a mais surpreendente, o Tangará (Chiroxiphia caudata), espécie que inspirou o nome da cidade.
Observar aves ou passarinhar, em inglês Birdwatching (termo utilizado mundialmente) é uma atividade que cresceu muito nos últimos anos no Brasil, com um grande crescimento de adeptos.
Oficialmente já foram catalogadas 81 espécies de pássaros em nosso município, as quais podem ser visualizadas no seguinte link: https://www.wikiaves.com.br/municipio_4217907
“Com a chegada da pandemia e restrições a locais públicos tivemos que nos adaptar. Começamos a frequentar locais sem pessoas, mais no interior, e começamos a observar o que tínhamos a nossa volta o que gerou um grande interesse pelas aves. Eram muitas espécies diferentes então começamos a pesquisar sobre elas e após registrar, inserimos as fotos nas plataformas voltadas à ciência cidadã como Wikiaves e EBird” – relata Leandro Paiva, um dos integrantes do COAC.
O Birdwatching, além de proporcionar o contato com a natureza, traz benefícios para a saúde física e mental e cria um interesse em preservação e valorização do meio ambiente. E também pode ser uma atividade que movimenta o turismo e gera empregos em uma determinada região, através da vinda de pessoas para observar espécies ali existentes.
“A observação de aves me tornou menos sedentário. As vezes saímos para uma trilha rápida de meia hora, mas quando vemos estamos há mais de 3 horas em meio à mata” – Vitor Cechetto integrante do COAC.
“A observação de aves é algo contagiante. Você mostra as espécies registradas para as pessoas e elas ficam estarrecidas com a beleza da nossa avifauna despertando o interesse cada vez mais de outras pessoas para a atividade, além de conscientizar da necessidade da preservação e conservação de seus habitats” – Lidiorlan Bortolaz, biólogo e um dos integrantes mais experientes do COAC.
Outro fato que chamou a atenção na visita foi uma planta considerada pré-histórica e rara, chamada cientificamente de Marchantia polymorpha.















