SC – A Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF) realizam, nesta terça-feira (10), a segunda fase da Operação Porteira Aberta em Mato Grosso, Goiás, Pernambuco, Paraná, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.
Os policiais federais devem cumprir 15 mandados de busca e apreensão nos seis estados. Não há mandado de prisão.
De acordo com a PF, a operação investiga um esquema de pagamento de propinas a servidores públicos que faziam a fiscalização sanitária na empresa JBS Friboi.
As investigações apontam que a empresa pagava propina aos fiscais para que eles emitissem certificados sanitários sem terem, de fato, fiscalizado ou inspecionado o abate de animais na empresa.
Ainda devem ser cumpridos ainda 15 termos de compromisso aplicando medidas cautelares diversas da prisão, dentre elas, o afastamento de fiscais federais agropecuários. A categoria é ligada ao Ministério da Agricultura.
Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal de Barra do Garças, a 516 km de Cuiabá, que também determinou o sequestro de bens e valores pertencentes a 4 fiscais federais, totalizando R$ 5 milhões.
O pagamento de propina ocorria nas unidades da empresa situadas nos municípios de Anápolis/GO, Campo Grande/MS, Cassilândia/MS, Barra do Garças/MT, Confresa/MT, Cuiabá/MT, Diamantino/MT, Pedra Preta/MT, Vila Rica/MT, São José dos Quatro Marcos/MT, Água Boa/MT, Matupá/MT e Ponta Porã/MS.
São alvos da operação os fiscais federais agropecuários e os médicos veterinários conveniados ao Serviço de Inspeção Federal (SIF) que atuavam na fiscalização das plantas industriais da empresa localizadas nos referidos municípios.


