PGR muda posição e defende que não há vínculo entre entregador e plataforma

Política

O procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, defendeu a anulação de uma decisão da Justiça do Trabalho que reconheceu vínculo empregatício entre um entregador e o aplicativo Rappi. A mudança de posição ocorre em relação ao parecer anterior de seu antecessor, Augusto Aras, que apoiava as decisões que reconheciam a chamada “pejotização”. A posição de Gonet alinha-se à maioria dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), que, em 2023, acolheu 63% dos pedidos de empresas para anular decisões da Justiça do Trabalho relacionadas ao reconhecimento de vínculo de emprego. Os ministros basearam suas decisões em precedentes que permitem relações de trabalho alternativas à CLT, destacando que a Constituição privilegia a liberdade econômica.