Vargeão – A trombofilia caracteriza-se por uma propensão para a formação de coágulos de sangue, que pode levar à ocorrência de uma trombose, AVC ou embolia pulmonar, por exemplo. Isso acontece porque as enzimas do sangue responsáveis pela coagulação deixam de funcionar corretamente, o que pode ser causado por diversos fatores, sendo um deles a gravidez.
É exatamente por isso que a Francieli Zamprogna está passando. Ela é moradora de Vargeão e ainda em 2016, após uma perda gestacional, descobriu ter trombofilia e que isso estava atrapalhando o seu sonho de ser mãe novamente.
– Após uma perda gestacional de 18 semanas, resolvemos procurar ajuda de um profissional específico na área de gestação de alto risco, pois os médicos falavam que tinha sido um aborto de causa natural, mas dentro de nós dizia que não, que algo estava errado. Foi aí que em uma consulta e muita conversa o médico Edenilson Carlos Zorzo, ele nos prescreveu vários exames alguns específicos para trombofilia e os resultados vieram alterados. Nesse período, eu já estava de oito semanas de gestação da Maria Julia, foi um misto de sentimentos, pois vínhamos de um trauma da perda, superação da depressão pós-parto e a descoberta da doença. Sabíamos que não seria fácil, já que é uma medicação de alto custo, tivemos de entrar com uma ação contra o Estado para conseguir as medicações, mas graças a Deus em 23/07/2018 ela chegou cheia de saúde e muito esperada – comenta a mãe.

Durante o tratamento, foram 252 injeções, já que a aplicação precisa ser aplicada diariamente. O processo, precisou ser repetido neste ano, isso porque, Francieli engravidou novamente, desta vez do Bernardo Matheus.
– Em fevereiro deste ano, descobrimos a gestação do Bernardo Matheus o qual tive de fazer as picadinhas de amor diariamente e em oito de outubro, ele nasceu super saudável. Ainda estou aplicando as injeções, até o fim serão mais de 270 – diz.

Após passar pelos tratamentos, Francieli diz que o sentimento é de eterna gratidão.
– Meu sentimento é de eterna gratidão a Deus e ao meu médico, pois sem os dois eu não iria trazer eles para casa. Eu sou muito grata a Deus eu agradeço a cada vez que olho para meus filhos. A luta não foi fácil, mas Deus nos sustentou. Muitas vezes quando a coragem faltava para aplicar as injeções, o meu marido aplicava para mim. Ele sempre me dizia que era para o nosso bem. Foi uma luta diária, que nós vencemos juntos – destaca.
Destaca-se que Francieli não teve a manifestação da doença na primeira gestação.
– Ela não se manifestou, só depois da perda que descobrimos que precisaria aplicar as picadinhas de amor – conclui. (Lance Notícias)






