O PL, sigla do presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro, terá maior bancada no Senado Federal após eleições gerais realizada no domingo (2). A legenda elegeu oito senadores e, com isso, ocupará 15 de 81 cadeiras do Senado nesta próxima legislatura, que começa em 2023. Os mandatos dos senadores têm duração de oito anos. Na eleição foram escolhidos 27 senadores, um por cada estado e o Distrito Federal, ou seja, um terço das cadeiras foi renovada desta vez.
O PL pode perder a liderança do ranking, no entanto, se União Brasil e PP efetivarem a possível fusão partidária anunciada por dirigentes dos partidos. Neste caso, nova legenda chegaria a 16 senadores. O PSD terá a segunda maior bancada, com 11 senadores
– dois deles, reeleitos. Já o União Brasil (que anunciou fusão com o PP) e o MDB vêm em seguida, com 10 senadores cada. Em 2026 cada eleitor votará em dois nomes e serão decididas a respeito de outras 54 cadeiras.
Com as seis novas cadeiras conquistadas, o PL foi o partido com maior crescimento de bancada neste ano. Em seguida, vem o União Brasil, que passará de seis para 10 senadores. O MDB, por sua vez, foi quem mais perdeu no Senado: passou de 12 para nove
senadores, de primeira para a quarta maior bancada. O PT, do candidato à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva e que estará no segundo turno, passou de sete para nove senadores, empatando com o MDB na 4ª posição.
O Podemos, PSDB e PTB perderam duas cadeiras, cada. No caso do PTB, eram as duas únicas e, com isso, a sigla não terá senadores quando os mandatos terminarem. Permanece indefinida a situação de cinco senadores que disputarão segundo turno para cargo de governador: Marcos Rogério (PL-RO), Eduardo Braga (MDB-AM), Rodrigo Cunha (União-AL), e Rogério Carvalho (PT-SE) e Jorginho Mello (PL-SC). Os mandatos deles vão até 2027. Se eleitos, suplentes assumem.
A taxa de reeleição para o Senado foi de 38,5%, sustentando uma tendência iniciada em 2018. Dos 13 senadores que tentaram a reeleição na eleição de 2022, apenas 5 conseguiram. Desde a redemocratização do País, é a primeira vez que duas eleições
consecutivas levam a menos de 40% dos senadores renovando o mandato. Em 2018, o Senado viu a maior renovação de sua história, com apenas um em cada quatro senadores que tentaram a reeleição tendo sucesso.
Os números de 2022 não são tão “extremos”, mas ainda assim se destacam da média histórica. Se for comparada com outras eleições em que foi renovado um terço do Senado desde ano de 1990 (quando a composição passou a ser de 81 senadores), a de 2022 teve a maior quantidade de candidaturas à reeleição – 13, empatada com 2006 – foi a segunda menor taxa de reeleição, atrás apenas de 1990, quando se reelegeram então apenas três dos nove candidatos na época.



