A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Investigações Criminais (DIC) de Campos Novos, concluiu o inquérito que deu origem à “Operação Patriarca”, deflagrada em maio de 2025. A ação teve apoio do Laboratório de Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) e da Delegacia-Geral da Polícia Civil.
Iniciada em 2019, a investigação apurou crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa, ligados à exploração do jogo do bicho. Ao longo de seis anos, foram cumpridas medidas como quebras de sigilo bancário e fiscal, interceptações telefônicas e diversas diligências, que revelaram o funcionamento de uma estrutura criminosa familiar chefiada por S. de S., com participação da esposa e de três filhos.
Segundo a Polícia Civil, o grupo movimentou mais de R$ 24 milhões entre 2015 e 2023, utilizando contas próprias e empresas de fachada para dissimular a origem dos valores obtidos com o jogo do bicho e agiotagem.
Durante a Operação Patriarca, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Campos Novos (SC) e Goiânia (GO), resultando na apreensão de veículos de luxo, dinheiro, máquinas de cartão, cheques, notas promissórias e material ligado às apostas ilegais.
O relatório final aponta que os investigados atuavam há mais de uma década na exploração de jogos ilícitos, prática de usura e lavagem de dinheiro, reinvestindo em imóveis e automóveis de alto valor. Foram indiciados seis suspeitos pelos crimes de organização criminosa, lavagem de capitais, usura e contravenção penal de jogos de azar.
O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público de Santa Catarina. A Polícia Civil reafirma seu compromisso no combate à criminalidade organizada e à lavagem de dinheiro em defesa da sociedade.


