A mãe da menina havia procurado a delegacia em 16 de novembro, seis dias após publicar umvídeo com pedido de ajuda nas redes sociais. Na gravação, a mulher relata que a adolescente pediu para tirar todas as tranças do cabelo e que se recusava a voltar para a escola depois de seguidos ataques. O caso ocorreu em 3 de novembro.
“A minha filha usa trancinhas e uma colega cortou as tranças dela. A minha filha virou para trás e perguntou por que ela tinha cortado e a menina falou que quis cortar e que o cabelo da minha filha era de negro e que era ruim”, desabafa em vídeo.
Representante da família da vítima, Alice Reis informou que a estudante faz aulas à distância e que a família, antes morando no Sul catarinense, mudou-se para uma cidade da Grande Florianópolis.
“A família já iria se mudar e, com o ocorrido, acelerou o processo de mudança. Eles mudaram na semana passada e só voltaram [para Tubarão] para prestar depoimento na delegacia”, explicou.
O que diz a Secretaria de Educação
A Secretaria de Estado da Educação foi procurada pelo g1 SC e informou através de nota que “está ciente e tomando providências em relação à denúncia de racismo envolvendo estudantes de uma escola da região”, além de repudiar “qualquer conduta discriminatória ou preconceituosa”.
Em nota, também disse que “orienta a coordenadoria regional e a equipe gestora da unidade escolar para que tomem todas as medidas administrativas e pedagógicas cabíveis diante do caso. Também garante todo apoio à vítima e preservação da identidade dos envolvidos”. (Com informações do G1/SC)