Polícia espera laudo para confirmar gravidez de mulher assassinada em Tangará

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A Polícia Civil aguarda um laudo cadavérico para confirmar se Vanessa Martins, mulher que moravva em Pinheiro Preto foi encontrada morta após ficar desaparecida no Oeste de Santa Catarina, estava grávida. Familiares informaram às autoridades sobre a gravidez, mas apenas um exame poderá comprovar, informou o delegado André Cembranelli.

A jovem de 23 anos foi assassinada no dia 22 de maio, mas o corpo foi encontrado na segunda-feira (29), no terreno de um frigorífico usado para confinamento de gado em Tangará. Duas pessoas foram presas e confessaram o crime. A Polícia Civil, através da delegacia de Tangará, prendeu ainda na segunda-feira (29) dois suspeitos pelo crime de ocultação de cadáver.

Segundo o Delegado André Cembranelli, a vítima Vanessa Martins, estava desaparecida desde o dia 22 de maio, mas o boletim de ocorrência só foi registrado no dia 29. A cada passo que a investigação vai se desenrolando, fatos demonstram que foi um crime brutal contra a jovem.

O delegado revela que a vítima estava enterrada e há indícios de que os suspeitos tenham tentado queimar o corpo para destruí-lo, tentando ocultá-lo totalmente, o que dificultaria ainda mais o trabalho de investigação da polícia, conforme Cembranelli.

A princípio, de acordo com o delegado, os dois rapazes presos são suspeitos de envolvimento no feminicídio. Vanessa teria um relacionamento amoroso com um dos suspeitos e teria amizade próxima com o outro. Assim, os autores, aproveitando dessa condição, atraíram Vanessa para a morte.

Um dos suspeitos contou detalhes do crime. Eles teriam utilizado um trator para fazer o buraco e ainda teriam tentado queimar o corpo da jovem. Vanessa foi morta por asfixia, sendo utilizada uma corda de varal ao redor do pescoço.

A dupla andou com a vítima já morta dentro do carro por várias cidades enquanto procurava por um local para abandonar o corpo. Os dois, de 24 anos, não tinham passagens policiais. A polícia deve concluir a investigação em um prazo de dez dias, informou o delegado Cembranelli.

Vanessa Motta Martins foi velada e sepultada no Cemitério Municipal de Ibicaré.

Desaparecimento

Antes de sumir, ela teria dito à família que dormiria na casa de um amigo. Conforme o delegado, o pai dela estranhou quando recebeu mensagens da filha, já fora de casa, dizendo que arranjou um emprego em outra cidade e estava de mudança. Os textos, no entanto, teriam sido escritos pelos suspeitos.

Durante a interação, o suspeito teria dito a ele que a jovem estava sendo submetida a cárcere privado por traficantes de Videira. O pai relatou o desaparecimento à polícia.

O suspeito foi localizado e interrogado na segunda-feira (29). Segundo o delegado, ao tentar “ganhar tempo” com a hipótese falsa do cárcere privado, acabou indicando aos policiais o local em que o corpo estava enterrado. Ele confessou o crime e indicou a participação do segundo suspeito. (G1SC)