Polícia Federal entrega dados sigilosos do Caso Master ao relator André Mendonça

Política

O ministro do André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, recebeu da Polícia Federal um pacote de informações sigilosas sobre o Caso Master após reunião de 2h30. Entre os dados repassados estão o avanço da perícia em mais de 100 celulares e dispositivos eletrônicos apreendidos, cruzamentos bancários considerados sensíveis, novas linhas de investigação sobre movimentações financeiras atípicas e possíveis conexões políticas ligadas ao Banco Master. O conteúdo, tratado sob reserva, pode redefinir o alcance das apurações.

As primeiras decisões de Mendonça reforçando a autonomia da PF e reorganizando o fluxo do inquérito já provocaram reação no Congresso Nacional, onde cresce a preocupação com o impacto político das descobertas. O caso ganha novo ritmo no STF e passa a pressionar atores que, até aqui, acompanhavam as investigações à distância.

CPMI do INSS pede ao STF mais prazo para investigações

Carlos Viana (Podemos -MG), que comanda a CPMI do INSS — instalada para investigar fraudes e descontos irregulares em benefícios previdenciários — anunciou que recorrerá ao Supremo Tribunal Federal para tentar prorrogar os trabalhos da comissão por mais 60 dias. O prazo atual para encerramento dos trabalhos está previsto para 28 de março, mas, segundo Viana, a comissão já tem assinaturas suficientes para estender o mandato e precisa de mais tempo para ouvir testemunhas e analisar documentos. O pedido de extensão foi protocolado junto ao presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, que ainda não tomou uma decisão formal sobre o tema — o que motivou a ida ao STF.