Prainha e outros pontos de Blumenau viraram cenário de simulado de resgate nesta terça-feira

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Quem passou pela Prainha, em Blumenau, ou nas proximidades da Ponte Vice-Prefeito Zelir Nezi, em Indaial, durante esta terça-feira, dia 14, pode ter estranhado a intensa movimentação de bombeiros, embarcações e viaturas. As ocorrências, no entanto, faziam parte do II Simulado Integrado da Região Sul, treinamento que reuniu equipes de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul para testar a resposta a enchentes e enxurradas.

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Ao longo do dia, diferentes cenários foram montados para reproduzir situações que podem acontecer durante eventos climáticos extremos no Vale do Itajaí. Em Blumenau, um dos resgates simulou quatro pessoas que caíram de uma embarcação e ficaram presas em um dos pilares da ponte da Via Expressa, sem conseguir retornar à margem depois de sofrerem lesões durante o deslocamento na água.

Outro cenário aconteceu na Prainha, onde as equipes também realizaram uma operação de busca e resgate em ambiente alagado, utilizando embarcações e equipamentos empregados em ocorrências reais.

 em Indaial, uma simulação foi realizada nas proximidades da Ponte Vice-Prefeito Zelir Nezi. Conforme o cenário fictício, quatro pessoas foram arrastadas pela correnteza e conseguiram se refugiar em uma pequena ilha de vegetação no leito do rio, permanecendo ilhadas até a chegada das equipes de resgate.

Registros de alguns dos simulados desta terça-feira

Ao todo, cerca de 180 bombeiros militares participaram da operação. A estrutura mobilizada contou com 36 viaturas 4×4, 28 embarcações, duas motos aquáticas, um helicóptero, sete drones e equipamentos utilizados em operações de resposta a desastres.

Segundo o secretário de Estado da Proteção e Defesa Civil, coronel Fabiano de Souza, o objetivo do treinamento foi fortalecer a integração entre as corporações dos três estados da Região Sul. “Nós dividimos em cada estado um cenário específico, para movimentos de massa nós simulamos a integração das equipes no mês passado no Rio Grande do Sul. Em Santa Catarina o objetivo é inundações e enxurradas. Para o Paraná, no mês seguinte seria incêndio florestal, diante da questão El Nino, mas também vai ser inundações e enxurradas”, explicou.

O subcomandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul, coronel Alexandre Sório Nunes, destacou que a integração entre as equipes se tornou ainda mais necessária depois das enchentes que atingiram o estado em 2024. Segundo ele, conhecer os protocolos, os equipamentos e os profissionais dos estados vizinhos permite que o apoio entre as corporações ocorra de forma mais rápida e eficiente quando um desastre ultrapassa a capacidade de resposta de uma única região. (Portal BNU)

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