Preço da maçã cai ao menor nível desde 2022

Política

O setor de hortifrúti encerra o mês de fevereiro com uma marca histórica para o bolso do consumidor brasileiro: o preço da maçã atingiu o menor patamar de comercialização dos últimos quatro anos. De acordo com dados oficiais do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a queda sucessiva nos valores é reflexo direto do aumento da oferta no mercado interno, impulsionado pelo andamento das colheitas da variedade gala.

Abaixo, veja os detalhes sobre o comportamento do mercado, as perspectivas para o mês de março e os impactos para a exportação brasileira.

Entenda a queda nos preços

Na última semana de fevereiro, entre os dias 23 e 27, a retração nos preços da maçã manteve a tendência de queda observada ao longo de todo o mês, embora em um ritmo menos acelerado. Agentes consultados pelo Hortifrúti/Cepea explicam que essa pressão deflacionária está diretamente ligada à maior disponibilidade da fruta nas prateleiras e nos centros de distribuição.

O cenário atual não era registrado desde 2022, consolidando fevereiro de 2026 como um período de alívio para a inflação de alimentos no segmento de frutas. A variedade gala, uma das mais consumidas no país, é a principal responsável por esse movimento, devido ao pico de sua safra.

Oportunidade para exportação

Com o valor da fruta nacional em patamares reduzidos, o mercado internacional passa a olhar com mais atenção para a produção brasileira. Especialistas avaliam que o mercado das exportações pode se tornar significativamente mais atrativo neste período.

No entanto, o Cepea ressalta que essa oportunidade beneficia sobretudo os produtores e agentes que conseguirem garantir frutas que atendam aos rígidos padrões de qualidade do mercado externo. A competitividade do produto brasileiro no exterior aumenta na medida em que o custo interno cai, permitindo margens melhores para o comércio internacional.

Perspectivas para o mês de março

Para quem espera que os preços voltem a subir no curto prazo, as projeções indicam o contrário. A tendência para o início de março é de continuidade na oferta doméstica elevada.

Além da manutenção das colheitas da variedade gala, o setor inicia agora o período de colheita da maçã fuji. Esse incremento no volume total de frutas disponíveis deve refletir em preços ainda mais baixos para o consumidor final nas próximas semanas.

O acompanhamento das cotações de commodities e produtos agrícolas é fundamental para entender o impacto direto na economia doméstica. No caso da maçã, o cenário de 2026 desenha um ano de maior acessibilidade a um dos itens mais presentes na dieta da população.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.