O preço da mandioca avançou pela oitava semana seguida. Na semana passada, as cotações subiram. Nas regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a oferta restrita mantém os preços em alta, marcando a oitava semana consecutiva de valorização. De acordo com pesquisadores do centro, apesar da alta, os produtores sinalizam redução nas áreas a serem plantadas.
Isso se deve à baixa rentabilidade, aos custos e à dificuldade de acesso ao crédito. Alguns produtores retomaram a colheita, mas a maioria ainda adia a comercialização, seja por estar ocupada com outras atividades, seja por considerar a rentabilidade insuficiente. Com a demanda industrial aquecida e a oferta restrita, os preços operam no maior patamar desde novembro do ano passado.
O principal motivo para a escassez do produto no mercado é o comportamento do produtor rural “da porteira para dentro”. Atualmente, a maioria dos agricultores opta por adiar a comercialização da mandioca. Esse movimento ocorre porque muitos produtores estão priorizando o manejo de outras culturas de safra ou consideram que os preços pagos no momento, apesar das altas recentes, ainda não oferecem a rentabilidade desejada.
Pesquisadores do Cepea destacam que essa percepção de baixa lucratividade gera um sinal de alerta para as próximas temporadas. Além do foco em outras atividades agrícolas, o setor enfrenta custos de produção ainda elevados e dificuldades no acesso ao crédito rural para o custeio da atividade, o que limita o fôlego financeiro para expandir ou manter as áreas de plantio.




