Em entrevista à Rádio Cultura na manhã de hoje o prefeito de Campos Novos, Alexandre Zancanaro se manifestou sobre a polêmica que gerou a decisão de um Decreto de Cortes na carga horária e salários do funcionalismo.
Segundo o prefeito o corte é definitivo e acontece a partir de primeiro de maio.
Na manifestação do prefeito destacamos as falas:
“Nós não estamos tirando de quem ganha tão pouco’, pessoas que ganham até 1.200,00 dentro do Poder Público, por enquanto não terão redução. Não há corte de salários há redução de carga horária e consequentemente da sua manutenção. Manteremos o vale alimentação no valor de R$ 350,00 para todos. O salário será pago conforme a produção, na Educação temos 696 profissionais, onde 91% são professores e menos de 90 pessoas são motoristas, serviços gerais, administrativo e diversos setores. Todos vão sofrer, já fizemos cortes e demissões. Os professores efetivos estão trabalhando nos projetos e estamos concedendo férias, liberações de grupos de risco, licença e redução da carga horária”.
O prefeito comentou que, “A primeira instrução era para a suspensão do contrato e fizemos isso com empresas privadas que é o que está acontecendo em todos os setores seja do Poder Público e de empresas de Campos Novos. Nestes 15 primeiros dias tivemos baixa de 43% na arrecadação no Fundeb, FPM caiu 15% o ICMS, 26% e tudo isso dá uma média de quase 30% de recuo na arrecadação, ou seja queda de aproximadamente 1 milhão e trezentos mil reais. Reduzimos a nomeação de seis secretários e estamos com uma redução de com 50% no caso dos secretários, reduzimos a carga horária de funcionários cargos de confiança, sem falar em diretores, gerentes e de outros”.
“Os professores que eram auxiliares terão a jornada reduzida, mas não serão demitidos, sendo que a determinação era fazer isso. Estamos os elaborando uma escala para manter as escolas higienizadas e limpas porém não será usada as 40 horas por não estar permitido isso”.
“No caso de Serviços Gerais que são os cargos com menor provento, são 80 funcionários e estes não serão desassistidos. Vamos mudar e alterar funcionários de autarquias para adequar o trabalho. Fizemos esta semana 12 demissões e estaremos fazendo mais na próxima semana, mas isso acontece por causa da redução na arrecadação e de demandas que não temos mais, serviços que estão parados”.
Sobre cortes nos próprios salários o prefeito comentou que “Não há cortes de salários e sim redução de carga horária. Estamos trabalhando mais na saúde e social e logo não podemos cortar salários nesse setor. A redução da administração foi na demissão direta, reduzimos cargos e salários importantes, a prefeitura já cortou 25% de cargos comissionados e depois seguimos para os demais reduzindo salário”.
Os cortes vão até a pandemia durar, em todos os setores que necessitarem. A administração já contabiliza uma economia de 130 a 140 mil reais com este primeiro corte de salários. O levantamento do que a prefeitura irá economizar com o Decreto após o mês de maio, ainda não foi contabilizado mas o prefeito espera em torno de 400 a 450 mil fora os encargos.
A previsão é chegar 20 milhões de baixa na economia até o final do ano. Diversas obras e aquisições também foram ‘cortadas’ em todas as secretarias como a suspensão de compra de computadores no valor de 400 mil reais, na educação a reforma de uma creche e aquisição de um ônibus, mais 890 mil, na agricultura 2 milhões e 600 mil que iam ser utilizados para compra de equipamentos, 1 milhão e 350 mil da secretaria de indústria e comércio que já foi realocado para a saúde e além disso recursos de obras em geral que foram paradas e suspendidas.
A prefeitura também não realizará a reforma da Casa da Cultura no valor de 1 milhão e 100 mil e a rua coberta para economizar. No total são 15 milhões, quinhentos e quarenta e dois mil em economia.




