Neste início de outubro o cenário da pandemia da Covid-19 é bem diferente dos meses anteriores com nível de contágio estabilizado, ou seja, a média diária esta decrescente com alguns municípios da região sem vírus ativo na população. Vale ainda pontuar que nos casos novos registrados o tratamento precoce tem mostrado efeito, pois tem diminuído as internações.
Para o presidente da AMPLASC, Lucimar Antonio Salmória, (Prefeito de Abdon Batista) a preocupação se mantém entre os gestores dos municípios. Se antes o foco era dar suporte aos pacientes positivados, cabe agora reforçar a conscientização da população para evitar novo pico de contágio da doença.
“Nós reiteramos a necessidade de manter os cuidados (distanciamento social, higienização, evitar aglomerações), é importante esta precaução pois, a pandemia continua”, explica Lucimar.
A nova matriz de risco do Governo do Estado divulgada na sexta-feira (02) pelo Centro de Operações de Emergência em Saúde (COES) mantém a AMPLASC na situação Grave. A expetativa é de que no próximo boletim à região passe ao patamar de risco Alto.
Lucimar reforça que para melhorar a classificação da região é fundamental a responsabilidade de cada um com a vigilância constante das medidas sanitárias adotadas. O presidente da AMPLASC esclarece que a vida em sociedade deve ser retomada mas, com a devida prudência.
Ele destaca que atividades destes últimos 3 meses de 2020 (período eleitoral, festividades de fim de ano e o Verão) proporcionam aglomerações o que requer melhor conscientização das pessoas perante o risco de contágio da Covid-19.
Volta à aulas:
O afrouxamento das restrições impostas pelo Governo vai oportunizando a liberação de atividades possíveis de contágio do Coronavírus. Ainda na sexta-feira (02) o Governo definiu que o retorno das aulas presencias será conforme a classificação de risco de cada região de saúde. A abertura dos estabelecimentos, está condicionada aos regramentos da Portaria nº 750 da Secretaria de Estado de Saúde.
No Risco Grave: – Fica facultado aos estabelecimentos de ensino desenvolver atividades de reforço pedagógico individualizado.
No Risco Alto: Funcione as aulas presenciais nas unidades das redes públicas e privadas de ensino, independente da modalidade de ensino, número de alunos ou de trabalhadores, no que couber a cada estabelecimentos, desde que tenha criado os comitês municipais e comissões escolares e a elaborado e homologado dos Planos de Contingências para a Educação (PlanCon Edu) com base nas diretrizes para o retorno às atividades presenciais.
Está autorizado também o atendimento no Programa de Estimulação Precoce e a realização de Avaliação Diagnóstica nos CAESP e no Campus da FCEE, oferecidos de maneira individualizada.
No Risco Moderado: Funcione as aulas presenciais nas unidades das redes públicas e privadas, independente da modalidade de ensino e autoriza as atividades extracurriculares e de reforço pedagógico nas escolas e os jogos coletivos recreativos.
Autoriza atendimentos especializados ofertados de maneira individualizada a educandos dos CAESP e no Campus da FCEE, levando em consideração os casos que apresentam maiores dificuldades e necessidade de apoio, de acordo com orientações encaminhadas pela Fundação Catarinense de Educação Especial.
Nova Onda:
Com relação ao aumento de casos em Abdon Batista, presidente da AMPLASC justifica que é em razão de testagem realizada no comércio, o que demonstra indícios de uma nova onda de contágio no município.
Foram 50 casos confirmados de 136 testes aplicados, mas, destes apenas 4 com sintomas leves da Covid-19. Neste sentido, Lucimar reforça que “a responsabilidade de cada um é muito importante, se cada um fazer sua parte, manter o distanciamento, evitar aglomeração. Que esta volta seja de maneira responsável por isso, entendemos que momento difícil e delicado que é possível que tenhamos aumento dos casos”.
Pelo Boletim Epidemiológico da AMPLASC divulgado nessa terça-feira (06) a região contabiliza 2.309 positivados com apenas 6 pacientes com vírus ativo na região. (Ascom)





