Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal diz que “não dá para demonizar” as agroindústrias nesse período de pandemia

Política

O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, Francisco Turra, concedeu entrevista à NSC TV em Florianópolis, sobre as medidas sanitárias que estão sendo tomadas pelos frigoríficos no que diz respeito a novo coronavírus.

De acordo com ele, desde o início da pandemia muitas empresa já haviam tomado as medidas necessárias, porém os protocolos foram ampliados para garantir que a plantas frigoríficas não tivessem problemas mais graves.

Em Concórdia, a BRF anunciou que irá testar, após encontro com vários órgãos estaduais e federais, todos os colaboradores da unidade. A intenção é realizar a verificação de cerca de 5 mil trabalhadores. Já em Ipumirim, a JBS está com as atividades suspensas desde a terça-feira, dia 19, por medida adotada por fiscais do trabalho.

Turra disse que “não dá pra demonizar” as agroindústrias. Ele explica que em alguns plantas frigoríficas no Rio Grande do Sul, mesmo com a paralisação das atividades o número de casos continuou aumentando nas cidades. Ou seja, ele acredita que a agroindústria não e grande responsável pelo problemas envolvendo a Covid-19 no País. “O frigorífico não é o agente portador do vírus”, disse.

O presidente da ABPA ainda lembrou que várias empresas contrataram especialistas renomados no Brasil para prestar auxílio nas medidas sanitária para evitar a contaminação internamente. Turra reiterou que as empresas são partes importantes de um processo econômico, principalmente quando o assunto é emprego.

Santa Catarina é o maior produtor de suínos do Brasil e tem o status sanitário de livre de aftosa sem vacinação. Muitos compradores de fora do Brasil procuram a produção catarinense devido a essa questão sanitária importante. Turra reiterou que Santa Catarina é referência e necessário buscar um protocolo sanitário único para as agroindústrias.