O mercado financeiro voltou a indicar que não quer o ex-ministro da Educação Fernando Haddad na chefia do Ministério da Fazenda no terceiro mandato do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em reação a discurso pronunciado por Haddad em evento promovido, ontem, pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o Índice Bovespa (Ibovespa), principal indicador da Bolsa de Valores de São Paulo (B3), encerrou o pregão com queda de 2,55%, para 108.976 pontos, num movimento de recuo que se acentuou após a fala do ex-ministro. Já o dólar subiu 1,89% e fechou o dia cotado a R$ 5,410, refletindo o aumento da desconfiança dos investidores.
Uma das falas do ex-ministro que menos agradou a plateia foi aquela em que ele defendeu maior taxação sobre o patrimônio. Investidores estão muito preocupados também com a questão fiscal, porque sabem que haverá um enorme rombo em 2023, dependendo do tamanho dos gastos extrateto que serão aprovados na PEC da Transição. Fontes do mercado financeiro disseram que o fato de Haddad não demonstrar preocupação com a questão fiscal, durante seu pronunciamento, azedou o clima e fez a Bolsa cair.


