Professor é investigado por assediar alunas adolescentes e pedir dança para melhorar notas em SC

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Um professor, de 65 anos, que atua em uma escola municipal de São Francisco do Sul, no Norte catarinense, está sendo investigado pela Polícia Civil, sob suspeita de assédio sexual contra três alunas, que tem entre 11 a 15 anos.

A investigação começou ainda no início de abril, logo após as famílias das adolescentes terem procurado a polícia e registrado boletins de ocorrência.

Conforme o Portal G1 SC, uma menina de 14 anos durante relato à polícia, disse que o professor teria pedido para que as estudantes dançassem para ele em sala de aula, caso quisessem “melhorar a nota”. No boletim de ocorrência, a adolescente conta ainda que o professor teria dito que fecharia a porta “para que assim tivessem mais privacidade”.

Durante a confecção do boletim de ocorrência, as adolescentes também citaram que o professor teria passado a mão na barriga de uma das estudantes, tocado na coxa de outra “de forma inconveniente” e abraçado e constrangido alunas com atitudes em público.

Ainda de acordo com o G1 SC, a mãe de uma das meninas de 11 anos afirmou que a filha mudou de comportamento por conta dos abusos. Outra mãe afirmou que a filha começou a ir de moletom para a escola, mesmo em dias de calor, para evitar as importunações.

“Minha filha relatou que o professor por duas vezes colocou a mão na cintura dela, passou a mão na barriga. Ela se sentiu constrangida”, disse a mãe da menina de 11 anos.

O advogado criminalista Pedro Mira, foi procurado por pais das alunas e segundo ele, a suspeita é que o número de vítimas passe de 10.

Processo administrativo disciplinar

O professor está afastado de suas funções desde o dia 28 de março e um processo disciplinar foi aberto contra ele.

Segundo a Secretaria municipal de Educação de São Francisco do Sul, a diretora da unidade recebeu uma denúncia sobre o caso no dia 18 de março. Sete dias depois, dia 25, outros relatos de alunas foram feitos e a informação foi repassada para a Procuradoria Geral do município. O Conselho Tutelar da cidade também foi acionado.

“O professor foi chamado para apresentar a sua versão e encaminhamos a situação para abertura de Processo Administrativo (PAD). Logo que a Secretaria de Educação recebeu a denúncia, afastou o professor em questão. Agora, com a abertura do PAD publicado no Diário Oficial, ele está afastado por tempo indeterminado pela sindicância, até que os fatos sejam apurados”, informou, em nota, a prefeitura.

Nesta terça-feira (12), o delegado Fábio Fortes, responsável pelo inquérito policial, afirmou ao G1 SC que as investigações correm em sigilo.

O nome da escola e dos envolvidos não foram divulgados para não expor as estudantes, que são menores de idade, como prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).