Projeto na Câmara irá propor proibição de fogos com barulho, em Ouro; prefeito avalia

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Ouro – A Câmara de Vereadores de Ouro iniciou o calendário de sessões do ano de 2020 na última segunda-feira (03) e um assunto abordado por alguns parlamentares tem ganhado cada vez mais repercussão referente à eventual proibição da queima de fogos de artifícios no município.

Durante a sessão, os vereadores Amarildo Ganzala, Claudir Duarte e Patrícia Casagrande citaram que esta medida já foi acatada por outras legislações. Segundo Patrícia, o intuito é diminuir os transtornos causados pelo barulho da queima de fogos, já que, de acordo com ela, tanto pessoas quanto animais acabam sendo prejudicados pelo estrondo.

Um projeto deverá ser protocolado nos próximos dias na Câmara no intuito de substituir os fogos tradicionais por fogos que sem estampidos, ou seja, que não produzem sons ao serem queimados. O show pirotécnico da procissão de Nossa Senhora dos Navegantes, realizado na noite do último domingo (02) teria provocado irritação a uma moradora de Capinzal.

O prefeito de Ouro, Neri Luiz Miquelotto, falou sobre a questão. Segundo ele, tudo isso culminou com uma crítica que foi lançada nos meios de comunicação a respeito dessa moradora de Capinzal.

“A gente pede primeiramente desculpas a essa cidadã que talvez a gente tenha provocado algum barulho excessivo, mas eu quero dizer que a queima de fogos, nós diminuímos em torno de 70% este ano, orientado e assistido, posso dizer assim, pela corporação do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Civil, as pessoas que participaram das reuniões e uma própria decisão administrativa para diminuir esse quantitativo por não haver necessidade em virtude, também, do custo”, comenta.

Miquelotto afirma que a queima de fogos representa uma salva, ou um seja bem-vinda à Nossa Senhora dos Navegantes. “É uma maneira de dizer que nossa Santa Milagrosa está chegando”, completa.

Segundo o prefeito, os fogos representam um glamour da festa. “É um agradecimento a Nossa Senhora por todas as graças atingidas em nosso município e pelas águas do Rio do Peixe. É um glamour da nossa festa e acredito eu que esse glamour não possa ser impedido por questões de dois, três minutos, eu acho que é muito pouco esse barulho provocado”, avalia.

Miquelotto ressalta que deverá ser reunir juntamente com as entidades e a população para discutir o assunto. “A gente vai argumentar e fazer uma avaliação de tudo, e posteriormente, se tudo isso acontecer na casa legislativa, não sei se vai acontecer ou não, e não queremos e jamais vamos querer incomodar ninguém”, conclui.