A comissão executiva estadual do PSB se reuniu na noite desta quarta-feira (10) e decidiu por atender ao pedido do candidato ao governo catarinense, Décio Lima (PT), e definiu então pela candidatura de Bia Vargas (PSB) para o cargo de vice-governadora da Frente Democrática, que é composta pelos dois partidos, mais PCdoB, PV e Solidariedade. A chapa conta com o senador Dário Berger (PSB) como candidato à reeleição ao Senado. Desta forma, a aliança está fechada.
Para o presidente estadual do PSB, Claudio Vignatti, o importante neste momento é o da união dos partidos integrantes da Frente com objetivo único de eleger Lula da Silva (PT) a presidente da República, Décio Lima a governador, e Dário Berger a senador, além de fazer uma bancada de deputados estaduais e federais. Na convenção do PSB, no dia 5 de agosto, o partido havia já feito indicação da vereadora de Chapecó, Marcilei Vignatti, e do advogado Rodrigo Bornholdt.
Entretanto, a coligação “Vamos Juntos Por Santa Catarina” acabou optando pelo nome de Bia, o que provocou a reação do PSB, que referendou os nomes de Marcilei e Rodrigo, inclusive, na argumentação que havia registrado ata da convenção no Sistema de
Registro de Candidaturas (Candex), do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE/SC). Após o PT indicar Bia para ser a vice, o PSB reafirmou que o partido possui a autonomia política para tomada de decisões.
No sábado (6) o PT emitiu nota informando que a coligação “Vamos Juntos Por Santa Catarina” (PT, PSB, PCdoB, PV e Solidariedade) havia confirmado indicação de Bia Vargas, “mulher, negra e microempreendedora para o cargo de vice-governadora” na chapa do candidato ao governo do Estado.
“A indicação do nome de Bia para vice-governadora será submetida ao PSB, e que tem agora até dia 12 de agosto para aprová-lo”, apontava nota enviada pela assessoria do PT.
Essa não foi a primeira vez que PT e PSB se desentenderam sobre encaminhamentos eleitorais. Lima e Berger brigaram pela indicação à vaga de governador, inclusive, com notas divergentes enviadas à imprensa. No final, prevaleceu o pedido dos candidatos a presidente Lula da Silva e a vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e Berger decidiu ir à reeleição ao Senado, e deixando Lima ir ao governo. E, depois, o PT escolheu o vice, não seguindo os nomes indicados pelo PSB.



