PSD oficializa Ronaldo Caiado como pré-candidato à Presidência da República

Política

O PSD oficializou nesta segunda-feira (30) o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pré-candidato à Presidência da República. A decisão consolida um movimento que vinha sendo articulado nos bastidores do partido e ganhou tração após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Júnior, da disputa interna pela vaga.

A escolha também encerra um período de indefinição dentro da sigla, que avaliava outros nomes, como o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Leite se manifestou publicamente contra o rumo adotado pelo partido e criticou o que vê como risco de manutenção do clima de polarização no país.

Em seu primeiro discurso após o anúncio da pré-candidatura, Caiado falou da sua trajetória política e dos resultados da gestão estadual. Afirmou que seu primeiro ato como presidente seria a concessão de uma anistia, buscando, segundo ele, a pacificação do país.

“Meu primeiro ato vai ser exatamente anistia ampla, geral e irrestrita”, afirmou após dizer que “a polarização não é um traço da política nacional” e que pode ser desativada “por alguém que não é parte dela”. Uma eventual anistia beneficiaria o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Caiado tem se apresentado nacionalmente com uma plataforma ancorada em temas que sustentam sua imagem política e a vitrine de sua gestão em Goiás. Entre os eixos mais associados ao seu discurso e à sua atuação estão segurança pública, tratada como tema central da narrativa de resultados de governo; agenda econômica e de gestão, com ênfase em responsabilidade fiscal e ambiente de negócios; defesa do agronegócio, setor ao qual sua trajetória política é historicamente ligada; e a ideia de ampliar “entregas” em serviços públicos, como saúde e educação, acopladas ao discurso de eficiência administrativa.

Quem é Caiado

Médico graduado e mestrado na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e cirurgião especializado em coluna vertebral em Paris, na França, Caiado tem carreira política de mais de quatro décadas e já disputou a Presidência anteriormente. Ele foi candidato em 1989, na primeira eleição direta após a redemocratização, mas terminou em posição distante no pleito.

Ao longo da vida pública, ocupou cargos no Executivo e Legislativo. É governador de Goiás desde 2019. Também foi senador por Goiás e exerceu mandatos como deputado federal pelo estado.