O PT entrou com representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o pastor José Wellington Costa Jr., presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), por suposta propaganda eleitoral antecipada em um culto com a presença do presidente Jair Bolsonaro, na semana passada, em Cuiabá. A ação do PT, protocolada no domingo, gerou críticas de pastores alinhados a Bolsonaro e à Assembleia de Deus nesta terça-feira.
A CGADB é a maior convenção da Assembleia de Deus no Brasil, denominação que reúne cerca de um a cada três evangélicos no país, segundo pesquisa Datafolha feita em 2016. Na ação, o PT aponta que o pastor José Wellington Bezerra da Costa, presidente de honra da CGADB, e o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder da bancada evangélica na Câmara, “discursaram em favor da reeleição do presidente, com a sua anuência explícita”, e que “o evento não passou de um ato de campanha, a despeito da aparência de culto religioso”.
Bolsonaro compareceu, em Cuiabá, a um dos cultos alusivos à Assembleia Geral Ordinária da CGADB, que deu posse a mais um mandato do pastor José Wellington Costa Jr., filho de José Wellington Bezerra da Costa, na presidência nacional da convenção. Ao discursar, Bezerra disse ter visto uma “revolução que está acontecendo na cidade em Cuiabá”, em referência à motociata realizada por Bolsonaro antes de comparecer ao culto, na última terça-feira. O pastor classificou o evento como uma demonstração divina antes da eleição presidencial deste ano.
O PT incluiu Bolsonaro como alvo da ação por considerar que “seu envolvimento foi ativo e proativo”, já que o presidente também discursou no culto.



