Quarta-feira de Cinzas marca o início da Quaresma; Campanha de Fraternidade também começa hoje

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Hoje é quarta-feira de cinzas, dia 14 de fevereiro de 2018, data que dá início ao período da Quaresma, de quarenta, o número de dias que antecedem a Páscoa (os domingos não são considerados nessa contagem). A Quaresma compreende o período entre a quarta-feira de cinzas e a sexta-feira santa.

Também chamado de Dia das Cinzas, não é feriado. O que acontece é que, por questões culturais, geralmente, os expedientes começam às 12h desse dia, após o ponto facultativo do Carnaval.

Os cristãos reservam a data para a reflexão dos pecados cometidos. Isso porque a Quaresma representa os dias em que Jesus esteve no deserto jejuando, ao mesmo tempo que era tentado pelo demônio.

É por esse motivo que os católicos fazem jejum e abstinência da carne. Muitas pessoas optam por refeições que contenham peixe.

Além disso, costumam ir à missa de cinzas onde são benzidos, geralmente na testa, com um pouco de cinza proveniente de ramos queimados que foram benzidos no ano anterior, mais precisamente no Domingo de Ramos. Essa marca de cinza, uma pequena cruz, sinaliza estado de penitência, bem como representa a fragilidade humana, de forma a recordar o que está escrito na Escritura Sagrada.

O pároco da Paróquia São Paulo Apóstolo, frei Emerson Urani, informa que já foi celebrada a missa pela manhã e outra celebração será realizada às 19h30min, na igreja matriz em Capinzal. O pároco também informa que começa hoje em todo Brasil a Campanha da Fraternidade de 2018 que tem como tema: Fraternidade e superação da violência, tendo como lema “Em Cristo somos todos irmãos” (Mt 23,8).

Campanha da Fraternidade 2018

A promoção da cultura da paz e a superação da violência: com este objetivo a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) abriu oficialmente a Campanha da Fraternidade (CF) 2018. O tema oficial é “Fraternidade e Superação da Violência” e o lema “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8).

“O esquecimento do mandamento do amor e da ética gestam e despertam violência. Os descaminhos, no entanto, podem ser superados com a volta às origens, com a reconciliação e a misericórdia. Somos chamados à superação da violência, pois somos filhos e filhas de Deus”, afirma o secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner. “A superação da violência, condição para uma sociedade e cultura da paz, exige comprometimento e ações envolvendo a sociedade civil organizada, a Igreja e os poderes constituídos para a formulação de políticas públicas emancipatórias que assegurem a vida e o direito das pessoas em uma sociedade e cultura de Paz”, diz o secretário executivo de CF, padre Luís Fernando da Silva. (Fonte: CNBB)