Rede Feminina de Combate ao Câncer de Jaborá alia sustentabilidade e preservação ambiental

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Jaborá – Cresce na região meio-oeste catarinense o número de entidades que atuam focadas na conscientização da preservação ambiental e, ao mesmo tempo, se beneficiam de produtos descartados pela população e que recebem destinação correta, se transformando em recursos financeiros para essas instituições assistenciais.

Um exemplo ocorre em Jaborá, município de com população estimada pelo IBGE (2021) de 3.899 habitantes, que se destaca pela produção agrícola e, principalmente, pela produção de erva-mate. Nele, a Rede Feminina de Combate ao Câncer (RFCC) realiza a coleta de resíduos com o intuito de amenizar a poluição ambiental em razão do fato de que, quanto menos poluição, menos doenças, beneficiando, desta forma, a natureza e a saúde das pessoas.

De acordo com a voluntária da RFCC de Jaborá, Salete Mores Toscan, a entidade realiza campanha para coleta de tampas plásticas, de todo e qualquer tipo que, ao invés de ir para o lixo, é coletado e tem a destinação correta. Salete explica que o material é comercializado e o dinheiro arrecadado é revertido para as ações da RFCC do município.

Também são coletadas cartelas de comprimidos vazias, os chamados blísteres. Depois de coletados são encaminhados para o Lions Club Curitibanos Centenário, em Curitibanos, no meio-oeste, que é o responsável pela coleta na região da Associação dos Municípios do Meio-Oeste Catarinense (AMMOC).

O material é vendido a uma empresa do Paraná e dele são produzidas portas. Desse valor arrecadado com a venda são adquiridas cadeiras de rodas e materiais ortopédicos para doação a pessoas carentes.

Ainda, são arrecadadas esponjas do tipo “Scoth Brite” que, após certo volume, são enviadas para a Associação dos Amigos dos Autistas (AMA) de Videira que também vende e o dinheiro é revertido para a entidade. “Mesmo sendo pouco, mas a pouca ajuda que vem é bem-vinda”, admite Salete.

Quanto a essas esponjas, elas são derivadas de petróleo e têm longo tempo para deterioração se descartadas no meio-ambiente. Já os ‘blísteres’ não são do interesse dos catadores, por isso, acabam indo parar no lixo comum e, posteriormente, nos aterros.

Salete completa dizendo que pessoas de outros municípios, a exemplo de Joaçaba, onde pelo menos três moradores enviam produtos à RFCC de Jaborá como forma de contribuir para a campanha. “Buscamos conscientizar as pessoas, desde as crianças, por isso temos ido até às escolas e a gente vem percebendo que as crianças já começam a separar o lixo produzido em suas casas”, conclui.