A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) entrou em contato com o movimento sindical e convocou o Comando Nacional dos Bancários para uma nova rodada de negociação que ocorrerá nesta sexta-feira (09). A categoria deve se reunir neste final de semana para decidir sobre a proposta e deliberar sobre a continuidade ou não da greve.
Será mais uma tentativa de um acordo salarial a fim de tentar acabar com a greve da categoria que começou na última terça-feira (06). Na primeira proposta apresentada, a Fenaban ofereceu 6,5% de reajuste e R$ 3 mil de abono.
O abono, segundo informa a direção do Sindicato dos Bancários de Santos, é uma estratégia utilizada pelas empresas para achatar os pisos de ingresso e não recompor o poder de compra dos salários, com o objetivo claro de acumular lucro.
Principais reivindicações da campanha salarial
• Reajuste salarial: reposição da inflação (9,57%) mais 5% de reajuste;
• PLR: 3 salários mais R$8.317,90;
• Piso: R$3.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último);
• Vale alimentação no valor de R$880,00 ao mês (valor do salário mínimo);
• Vale refeição no valor de R$880,00 ao mês;
• 13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor de R$880,00 ao mês;
• Melhores condições de trabalho com o fim das metas e do assédio moral que adoecem os bancários;
• Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas;
• Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários;
• Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós;
• Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários;
• Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transsexuais e pessoas com deficiência (PCDs).



