Safra menor de pinhão em SC pode pesar no bolso do consumidor

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Os termômetros catarinenses vem marcando temperaturas cada vez mais baixas e, junto ao frio, a procura pelo pinhão se intensifica. Para a temporada de 2026, estima-se que sejam coletadas em torno de 3,7 mil toneladas, cerca de 32% a menos do que na temporada de 2025, podendo assim influenciar diretamente no bolso do consumidor.

Segundo o levantamento realizado pela Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina), em 2025, foram movimentados mais de R$ 32 milhões na economia catarinense, com 5,4 mil toneladas coletadas. A diferença pode causar aumento no valor quilo, que no ano passado custou, em média, R$ 6,44.

Pinhão ajuda na renda de mais de 10 mil famílias em SC

Nessa época do ano, mais de 10 mil famílias que vivem nas serras catarinenses realizam o extrativismo do pinhão como uma forma de compor a renda. A atividade é tão importante, que cerca de 80% das famílias rurais integram de alguma forma a cadeia produtiva da semente.

Para algumas pessoas essa é uma época crucial, podendo se tornar a principal fonte de renda para o ano inteiro, como afirma o extrativista, João Odilar de Oliveira. “O pinhão me possibilita uma renda para o ano inteiro. Eu aprendi com o meu pai, comecei com cinco anos e quero ir até quando Deus me der forças para subir nas araucárias”, destaca.

O extrativismo é a atividade de coletar ou extrair recursos diretamente da natureza, ou seja, não há a necessidade de cultivo, plantio ou trato agrícola planejado das araucárias (árvore responsável por gerar o pinhão).

Pinhão mantém alta procura nos supermercados

A temporada de 2026 começou no dia 1° de abril, mas a busca pelo pinhão nos supermercados só teve início após a chegada do frio por Santa Catarina. E mesmo com a baixa na produção em relação à temporada passada, a procura pela especiaria se mantém idêntica, como afirma Nazareno Dorneles Alves, diretor comercial dos Supermercados Manentti. “Em relação à safra passada temos uma queda de 60% no volume e algo em torno de 50% no valor, mantendo a mesma quantidade de procura”, destaca.

As receitas dos supermercados tiveram um aumento, graças a sazonalidade e também em função da semente do pinhão, muito procurada para aquecer a cozinha e a economia nos meses mais frios do ano.

 

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