Santa Catarina tem uma taxa de 120 a 130 casos de câncer de pele para cada 100 mil habitantes, a maior do país. Os números são considerados alarmantes pela SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia), que há três anos promove o Dezembro Laranja, mês de conscientização sobre a prevenção ao câncer de pele.
Integrante da SBD e coordenador estadual da Teledermatologia, o médico dermatologista Daniel Holthausen Nunes explica que a exposição ao sol é a principal causa da doença. Os outros fatores que aumentam a suscetibilidade dos catarinenses são pele clara, exposição ao sol nas atividades rurais, exposição ao sol desde os primeiros anos de vida e a questão geológica – devido ao afinamento da camada de ozônio, a incidência de raios ultravioletas é muito forte nesta região do país.
A recomendação do especialista é que o paciente procure atendimento médico assim que perceber uma lesão na pele que esteja diferente. “Do ponto de vista de alerta, temos duas classificações, os melanomas e os não melanomas. Os melanomas são mais graves, são aquelas lesões com pintas escuras, com borda irregular”, explicou Nunes.
O câncer de pele corresponde a 25% dos tumores malignos registrados no Brasil. Com diagnóstico precoce, o paciente tem uma chance de cura de 80% a 90%, conforme dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer).
Para agilizar o acesso dos pacientes ao tratamento, Santa Catarina implantou um serviço pioneiro no país, a teledermatologia. Os pacientes que não têm acesso a um dermatologista, no interior do Estado, procuram atendimento médico nas unidades básicas de saúde e têm seu diagnóstico agilizado pelo serviço de teledermatologia.
O tratamento se dá em duas fases: a primeira é a detecção precoce, depois o procedimento cirúrgico. Este é composto de duas etapas, que são a retirada do tumor e a reconstituição do lugar afetado. A quimioterapia é aplicada somente em casos de melanomas em estágios avançados. Já a radioterapia é utilizada em quadros de metástase localizada.
Dicas de prevenção
Evite exposição prolongada, principalmente entre 10h e 16h
Use e reaplicar sempre o protetor solar compatível com o tom de pele, mesmo aqueles à prova d’água
Procure lugares à sombra, pois mesmo debaixo do guarda-sol o reflexo da radiação chega a 35%
Tecidos fechados têm um fator de proteção solar entre 20 a 30, mas não dispensam o uso de protetor
Use óculos escuros, chapéus, camisa de manga longa e calça comprida
O mormaço queima, pois as nuvens filtram muito mais o calor do que a radiação ultravioleta. Por isso é importante usar protetor mesmo em dias nublados.
(Fonte: Secretaria de Estado da Saúde)




