Estado – Há dez dias foi realizada em Santa Catarina, a primeira transfusão de plasma sanguíneo de um paciente que se recuperou do Covid-19. O procedimento é estudado como forma de tratamento contra a doença.
O método ainda não tem eficácia comprovada, mas é autorizado pelo Ministério da Saúde para pacientes graves. O plasma é uma parte do sangue. Ele já foi usado para o tratamento dos pacientes em outras doenças, como a gripe espanhola e mais recentemente na pandemia da gripe A (H1N1).
O chamado uso compassivo do plasma funciona assim: quando uma pessoa contrai um vírus – como o da Covid-19, por exemplo – o organismo cria células de defesa, os chamados anticorpos. Eles ficam no plasma, que é um componente do sangue. O plasma que já tem anticorpos dá uma força ao sistema imunológico e pode acelerar a recuperação.
A transfusão do plasma é a transferência da defesa que já foi montada no corpo de quem já se curou para aqueles que ainda estão doentes. Como a eficácia desse método ainda não está comprovada para a Covid-19, a Nota Técnica do Ministério da Saúde informa que essas transfusões só podem ser feitas nos pacientes em estado grave.
As doações podem ser feitas com agendamento em todos os hemocentros do estado. Para isso, o candidato precisa preencher um formulário no site do Hemosc.
Os critérios para ser um doador são:
- Nunca ter engravidado (incluindo aborto)
- Ter entre 18 e 60 anos
- Pesar mais de 60 quilos
- Ter exame laboratorial da Covid-19
- Estar saudável e sem sintomas há 30 dias
- Levar documento oficial com foto




