Santa Catarina confirmou, em 2026, um caso de hantavírus, conforme dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES). O registro ocorreu em Seara, no Oeste catarinense, e ganhou destaque diante da repercussão mundial causada pelo surto de uma variante rara da doença no navio de cruzeiro MV Hondius, no Oceano Atlântico.
Segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), a linhagem identificada em Santa Catarina difere da variante andina investigada no cruzeiro internacional.
Enquanto a cepa associada ao surto global apresenta potencial de transmissão entre pessoas, o vírus registrado no estado mantém o padrão clássico de contágio, principalmente por meio do contato com secreções e excretas de roedores contaminados.
Além disso, a SES reforçou que não há relação entre o caso catarinense e o episódio internacional. Dessa forma, as autoridades mantêm o monitoramento estadual e seguem protocolos específicos para investigação e diagnóstico.
Estado soma 92 casos em seis anos
Entre 2020 e 2026, Santa Catarina contabilizou 92 confirmações de hantavirose. Nesse período, o maior número ocorreu em 2023, com 26 registros. Já em 2024, o estado confirmou 11 casos, enquanto 2025 fechou com 15 ocorrências.
Embora os números reforcem a presença da doença no território catarinense, a atenção aumentou após a Organização Mundial da Saúde (OMS) acompanhar o foco registrado no MV Hondius. A embarcação saiu de Ushuaia, na Argentina, em 1º de abril, rumo a Cabo Verde, com passageiros e tripulantes de diversas nacionalidades.
Até agora, três mortes foram confirmadas no episódio internacional, incluindo um casal da Holanda e uma mulher da Alemanha. Enquanto isso, outros pacientes seguem sob monitoramento em diferentes países.
Sintomas exigem atenção rápida
Os primeiros sinais da hantavirose incluem febre, dores musculares, mal-estar, náuseas e desconforto abdominal. No entanto, quadros graves podem evoluir rapidamente para comprometimento pulmonar e insuficiência respiratória.
Por isso, a SES mantém vigilância ativa em Santa Catarina. Além de acompanhar casos suspeitos, o estado encaminha amostras ao Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) para confirmação diagnóstica e resposta rápida.


