Santa Catarina não tem nenhuma região em situação gravíssima para o coronavírus, segundo o mapa de monitoramento do Centro de Operações de Emergência em Saúde (Coes) divulgado pelo governo estadual nesta quinta-feira (24). São 15 das 16 regiões em situação grave e uma em alto risco. Essa é a primeira vez em três meses que não há áreas de risco no alerta máximo desde a metade de junho, quando a região da Foz do Rio Itajaí entrou para o nível gravíssimo por causa do coronavírus, em 17 de junho. No início de julho mais duas regiões entraram nessa condição e a situação piorou, com Santa Catarina tendo duas vezes 12 das 16 regiões em situação gravíssima. Em entrevista ao Bom Dia Santa Catarina, o secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, falou sobre a atual situação da pandemia no estado, onde considera que o “pior da primeira onda passou” mas não descarta a possibilidade de os números voltarem a piorar futuramente, caso regras não sejam seguidas.

De acordo com o boletim do governo do estado divulgado na noite de quarta-feira (23), Santa Catarina tem 208.900 casos confirmados de coronavírus, com 2.686 mortes. O Extremo-Oeste do estado é a única região atualmente em risco alto, o segundo menos grave conforme a escala, dividida em níveis moderado, alto, grave ou gravíssimo. A região de saúde Nordeste de Santa Catarina, que era a única em risco gravíssimo para Covid-19 na atualização de semana passada, teve melhora e foi para a situação grave. A área onde fica Joinville estava em situação gravíssima desde 14 de julho. Segundo Motta Ribeiro, existe a expectativa de que a próxima atualização, daqui uma semana, tenha melhorias e mais regiões em alto risco porque as notas dadas às regiões, para classificação, estão mais próximas da cor amarela, que indica risco alto, do que da cor vermelha, que indica risco gravíssimo. O acompanhamento para o mapa de risco atualmente é feito semanalmente e são calculados a partir da combinação de quatro fatores: isolamento social, investigação, testagem e isolamento de casos, reorganização de fluxos assistenciais e ampliação de leitos. Recomendações são sugeridas aos gestores locais, pelo governo estadual, a partir da classificação de cada região no mapa de risco. O governo do estado tem publicado portarias nos últimos dias com regramentos para diferentes atividades em todo estado, de acordo com a situação de risco. A mais recente foi a limitação de pessoas em templos e igrejas. Na semana passa, foram regras para museus, provas de roupas e também eventos. (G1)



