O Sindicato dos Trabalhadores Indústria de Carnes e Derivados Capinzal (Sindicadezal) aguarda um posicionamento oficial da BRF sobre uma possível para paralisação no abate de aves na unidade de Capinzal cogitada para os próximos dias. Conforme o presidente da entidade, Ludovino Soccol, até o momento não houve nenhuma confirmação da suposta suspensão das atividades, informação que é considerada pelo sindicato muito importante a fim de ser repassada aos associados e trabalhadores em geral da empresa. “Para nós, como sindicato, não tem nada definido ainda”, ressalta.
Na quarta-feira a entidade esteve reunida com representantes da empresa discutindo o assunto. No encontro a BRF teria apresentado as dificuldades em relação à matéria-prima (aves). Entretanto, um estudo de campo estaria sendo elaborado para avaliar a logística do transporte dos animais dos integrados com remanejamento de outras plantas para suprir a demanda da unidade em Capinzal.
Nesta semana, o presidente da Associação dos Avicultores e Suinocultores do Vale do Rio do Peixe (AVISA), Alcides Borges, afirmou que milhares de ovos e pintinhos foram sacrificados nas incubadoras devido à paralisação dos caminhoneiros.
Segundo ele, a falta de ração também teria afetado no peso dos animais e todo o ciclo dos aviários. Apesar das dificuldades, Borges garantiu que não haverá paralisação e corroborou a informação de que a BRF estaria fazendo um plano de rota de transporte de aves junto a outras plantas para tentar suprir a necessidade e evitar uma parada prolongada.
O presidente da AVISA também afirma que quanto aos integrados que não conseguiram atingir a meta de ganho, deverá haver um ressarcimento. O integrado deverá receber com base na média do histórico de produção.
No início deste mês os funcionários do setor de produção retomaram as atividades após um período de trinta dias de férias coletivas.




