STJ muda regra e abre possibilidade de penhora de salários para pagar dívidas

Política

O STJ decidiu que salários de qualquer valor podem ser penhorados para pagar dívidas comuns, como empréstimos e aluguéis atrasados.

A medida, porém, não pode comprometer o sustento do devedor.

Antes, quem recebia 50 salários mínimos era protegido contra bloqueios para pagar dívidas comuns, salvo em caso de pensão alimentícia. Agora, a medida vale para qualquer valor.

A decisão definitiva deve ser seguida por juízes e tribunais de todo o Brasil.

A penhora só pode ocorrer se o credor provar que não encontrou outros bens do devedor para quitar a dívida.

Para proteger a renda, o trabalhador endividado terá que mostrar que precisa do dinheiro para a sobrevivência. Cabe ao devedor apresentar comprovantes de gastos essenciais, como moradia, alimentação e saúde.

O STJ não estabeleceu um percentual máximo de desconto.

Em um dos casos analisados, uma servidora que recebia cerca de R$ 12 mil por mês teve 20% do salário penhorado para pagar uma dívida de R$ 30 mil.

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