Uma tentativa de golpe financeiro envolvendo o uso indevido do nome e da imagem do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) foi registrada em São José do Cedro, no Extremo Oeste catarinense. O caso teria ocorrido na última sexta-feira (17) e foi comunicado à Promotoria de Justiça do município pela própria vítima.
Segundo o relato recebido pelo MPSC, uma pessoa entrou em contato afirmando representar a advogada do cidadão em um processo judicial relacionado a descontos indevidos no benefício previdenciário. O suspeito informou que havia valores a receber e solicitou dados do cartão bancário.
Para tornar a abordagem mais convincente, o golpista enviou a imagem de um documento que aparentava ser uma sentença judicial.
Suspeitos orientaram vítima a acessar aplicativo bancário
Na sequência, o morador recebeu um número de telefone que teria sido apresentado como um contato do Ministério Público. Ele foi orientado a iniciar uma conversa por aplicativo de mensagens para participar de uma suposta “audiência de pagamento de causa”.
Durante a ligação, o cidadão visualizava apenas o logotipo do Ministério Público na tela, enquanto a própria imagem permanecia disponível aos interlocutores.
Os supostos atendentes passaram a orientá-lo a acessar o aplicativo da Caixa Econômica Federal e navegar pela conta bancária. A tentativa de fraude foi interrompida após o homem procurar atendimento presencial na instituição financeira.
Uma funcionária do banco estranhou as instruções recebidas e recomendou que ele comparecesse diretamente à Promotoria de Justiça para verificar a autenticidade do contato.
Ministério Público alerta para tentativa de fraude
Ao procurar o MPSC, o cidadão relatou preocupação com o possível uso indevido de dados pessoais e bancários. O atendimento foi registrado para que as medidas necessárias fossem adotadas.
O promotor de Justiça Rafael Baltazar Gomes dos Santos alertou que criminosos podem utilizar a imagem e a credibilidade de instituições públicas para aplicar golpes.
O MPSC reforçou que não solicita pagamentos, transferências bancárias ou informações pessoais por meio de aplicativos de mensagens ou redes sociais. Em caso de dúvida, a orientação é procurar presencialmente a Promotoria de Justiça ou utilizar os canais oficiais da instituição para confirmar a veracidade do contato.
Vítimas devem bloquear contato e registrar ocorrência
O Ministério Público também recomenda que números suspeitos sejam bloqueados. A vítima deve procurar a Polícia Civil ou a Polícia Militar para registrar um boletim de ocorrência.
A formalização do caso pode auxiliar nas investigações e na identificação dos responsáveis. No âmbito do MPSC, a Coordenadoria de Inteligência e Segurança Institucional atua na análise das ocorrências e na adoção de medidas para evitar novas fraudes.





