Mais uma vez, a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, sai ilesa de questionamentos sobre o uso de recursos públicos em suas viagens internacionais. O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu arquivar dois processos que investigavam a participação dela em agendas oficiais no exterior — viagens que, vale lembrar, envolvem passagens aéreas internacionais, comitivas, equipes de apoio e toda a estrutura logística bancada pelo contribuinte brasileiro.
Oposição questionou legalidade e custos das viagens
As representações foram protocoladas por parlamentares da oposição que levantaram dúvidas legítimas sobre os gastos públicos associados ao estilo de vida itinerante da primeira-dama. O deputado Filipe Barros (PL-PR), ex-presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara, solicitou ao TCU que apurasse a legalidade da viagem antecipada de Janja a Nova York, nos Estados Unidos, em setembro de 2025 — antes mesmo da participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas.
Já a ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP) protocolou a segunda representação. Zambelli colocava em xeque os gastos com a equipe de apoio que acompanha a primeira-dama e apontava suposto desvio de finalidade nas viagens internacionais. Os questionamentos tocavam em princípios fundamentais da administração pública: legalidade, economicidade e moralidade administrativa.
Relator votou pelo arquivamento sem maiores consequências
O ministro Jorge Oliveira, relator do processo referente à viagem aos Estados Unidos, votou pelo arquivamento da representação. De acordo com ele, o TCU já havia analisado as despesas relacionadas à viagem e não encontrou “elementos aptos a caracterizar desvio de finalidade ou irregularidade na utilização de recursos públicos”.
Com base nesse entendimento, o tribunal considerou improcedentes as acusações formuladas pelos parlamentares e determinou o encerramento dos dois processos. As denúncias sobre os luxos das viagens internacionais de Janja — com toda a estrutura de comitiva oficial, hospedagem e deslocamentos no exterior — foram tratadas como questão superada.






