Câmeras de segurança mostram que três técnicos de enfermagem aplicaram substâncias em pacientes internados na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga, no Distrito Federal, entre novembro e dezembro, ações que provocaram a morte de ao menos três pessoas. A Polícia Civil do Distrito Federal identificou a conduta dos profissionais, prendeu os suspeitos e agora apura por que eles agiram dessa forma.
Imagens revelam sequência das ações
Primeiro, os técnicos entram nos quartos da UTI. Em seguida, eles se aproximam dos leitos e manuseiam medicamentos. Logo depois, aplicam as substâncias diretamente nos pacientes. Pouco tempo depois, os monitores indicam a piora rápida do quadro clínico. Em alguns casos, ocorre parada cardiorrespiratória. Ainda assim, apesar das tentativas de reanimação feitas pela equipe médica, três pacientes morrem.
Sistema médico foi usado de forma irregular
Além das imagens, a investigação mostra que um dos técnicos utilizou o login de um médico que já estava conectado ao sistema do hospital. Com isso, ele registrou prescrições sem indicação clínica. Na sequência, retirou os medicamentos e realizou as aplicações. Segundo a polícia, esse comportamento reforça que a ação foi consciente, planejada e executada sem qualquer respaldo médico.
Pacientes não tinham risco imediato
As vítimas são uma mulher de 75 anos, um homem de 63 e outro de 33 anos. Todos estavam internados, porém não apresentavam quadro que justificasse morte repentina. Mesmo assim, após as intervenções, os três sofreram paradas cardíacas. Por esse motivo, os investigadores agora analisam prontuários e imagens para verificar se outros pacientes também podem ter sido afetados.
Polícia busca motivação dos crimes
Até agora, a Polícia Civil descarta eutanásia, erro médico ou pedido de familiares. Portanto, a apuração segue para esclarecer o que motivou os técnicos e se outras pessoas participaram das ações. Os suspeitos respondem por homicídio doloso qualificado, crime com penas que podem chegar a 30 anos de prisão.
O caso expõe falhas graves de controle em ambientes hospitalares e, ao mesmo tempo, reforça a urgência de protocolos mais rígidos. Enquanto isso, a polícia avança nas investigações para esclarecer totalmente as mortes e evitar que novas tragédias ocorram.



