Tesouro veta empréstimo de R$ 20 bilhões aos Correios devido aos juros altos

Política
O Tesouro Nacional informou o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, de que recusaria o empréstimo de 20 bilhões de reais que a estatal negociava com um consórcio de bancos formado por Banco do Brasil, Citibank, BTG Pactual, ABC Brasil e Safra. O conselho de administração dos Correios havia aprovado a operação em uma reunião extraordinária no último sábado, 29 de novembro, convencido de que esta seria a solução para os graves problemas financeiros da companhia. As condições do empréstimo incluíam uma taxa de juros equivalente a 136% do CDI (equivalente a 20,4% ao ano).
No entanto, o Tesouro avisou, nesta terça-feira, 2, de que considera a taxa alta demais e determinou que não aceitará nenhuma linha que cobre mais do que 120% do CDI (cerca de 18% ao ano). O limite não é um mero capricho dos donos do cofre da União. Trata-se do teto imposto pelo Tesouro para atuar como fiador de empréstimos de entes subnacionais como estados e municípios.