Capinzal – A Terceira Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina negou em sessão realizada nesta terça-feira (29) recurso de apelação em favor de Flávio Daniel Trein, condenado à pena de 16 anos de reclusão no regime inicial fechado por homicídio em Capinzal.
Da mesma forma o TJSC determinou a imediata execução da pena. A defesa alegava que Trein agiu em legítima defesa e que a decisão dos jurados foi manifestamente contrária às provas dos autos. Pediu a desclassificação do delito para lesão corporal seguida de morte ou para o delito de homicídio privilegiado, e ainda, caso a condenação fosse mantida pedia o afastamento das qualificadoras e a redução da pena imposta.
No entanto, os desembargadores mantiveram a pena imposta em primeira instância. Conhecido pelo apelido de “Alemãozinho”, Trein foi julgado por homicídio qualificado. Flávio Daniel Trein foi condenado pela morte de Adilson Antônio Martinazzo, 46 anos. Conforme laudo pericial foram dez golpes contra a vítima desferidos com um taco de sinuca.
Segundo o processo o assassinato ocorreu por volta das 20h do dia 11 de março de 2016 em frente a um bar localizado na rua Cleto Toaldo, loteamento Parizotto em Capinzal. Trein teria matado a vítima mediante golpes de taco de sinuca, logo após se envolver em uma briga por causa de desentendimento em jogo de baralho. Ainda conforme o processo, o réu teria pegado o objeto ao discutir com um homem conhecido por “Betinho”, que por sua vez teria apanhado uma barra de ferro.
Ambos teriam se agredido mutuamente. Adilson teria tentado separar e acabou sendo atingido mortalmente na cabeça pelo réu. Martinazzo morreu em decorrência de traumatismo cranioencefálico e parada cardiorrespiratória, conforme laudo do IGP.
O corpo foi sepultado no cemitério de Linha Martinazzo, interior de Piratuba, de onde era natural. Trein está recolhido ao presídio regional de Joaçaba.



