Transporte coletivo: reajuste retoma debate sobre alterações no sistema

Política
O reajuste da tarifa do transporte público coletivo de Joaçaba voltou a gerar preocupação entre usuários e também entre os vereadores. Desde o início de agosto, a passagem passou a custar R$ 7,45 na tarifa convencional e R$ 3,70 para estudantes.

O vereador Leandro Sarto avalia que, embora o aumento seja de alguns centavos, ele representa um custo adicional para a população que utiliza diariamente o transporte coletivo. Segundo ele, a medida ocorre em um momento em que o serviço já é alvo frequente de reclamações.

De acordo com o vereador, entre as principais queixas recebidas estão o descumprimento de horários e linhas e as condições dos veículos. Sarto afirma que as reclamações chegam ao Legislativo de forma recorrente e que a situação também estaria afetando empresas que dependem do transporte coletivo para o deslocamento de seus funcionários.
“Entendemos até certo ponto o lado da empresa, a questão dos custos, o valor dos combustíveis, inclusive essas são algumas das motivações que causara o reajuste de valores”, afirmou. Ao mesmo tempo, o vereador considera que o reajuste amplia a insatisfação dos usuários, diante dos problemas que ainda precisam ser solucionados.

Consórcio entre municípios
Diante das dificuldades enfrentadas pelo sistema, Leandro Sarto defende que o Poder Executivo avalie alternativas para melhorar o transporte coletivo. Entre as possibilidades está a criação de um consórcio público envolvendo os municípios de Joaçaba, Herval d’Oeste e, eventualmente, Luzerna.

Segundo o vereador, a proposta já vem sendo discutida, especialmente entre Joaçaba e Herval d’Oeste, e poderia representar um ponto de partida para buscar soluções conjuntas para o transporte na região. A ideia, conforme Sarto, seria avaliar a atual estrutura do serviço e estudar a implantação de um novo modelo, inclusive com a utilização de veículos menores e mais modernos, adequados à demanda dos municípios.

O vereador também destaca que a discussão envolve questões relacionadas à legislação estadual e defende que as prefeituras busquem o diálogo com o Governo do Estado para avaliar alternativas. Para Sarto, diante das dificuldades atuais, é necessário priorizar os usuários e buscar soluções que garantam um transporte coletivo mais eficiente, com horários e linhas adequados à população e às necessidades das empresas da região.

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