O Tribunal do Júri realizado nesta quarta-feira (26), no plenário da Câmara de Vereadores de Capinzal, terminou com a condenação de dois réus pelo homicídio de Vitor Antônio Vieira da Silva, morto em Piratuba em novembro de 2020. Um terceiro acusado foi absolvido da participação no homicídio, mas acabou condenado por porte ilegal de arma de fogo.
A sessão começou por volta das 9h e foi presidida pelo juiz Jhonatan Aparecido Glovaski. A acusação foi apresentada pelo promotor de Justiça Paulo Roberto Colombo Junior. A defesa dos réus ficou sob responsabilidade dos advogados Felipe Yoshimi Cassiano Tukuda e Lindomar José Pereira.
O Conselho de Sentença, composto por quatro homens e três mulheres, analisou as provas, depoimentos e argumentos apresentados durante o julgamento antes de responder aos quesitos formulados pela Justiça.
Homicídio ocorreu em 2020
Vitor Antônio Vieira da Silva foi morto na madrugada de 15 de novembro de 2020, na Rua 1º de Maio, em Piratuba.
Segundo a acusação apresentada no processo, a vítima foi atingida por disparos de arma de fogo após uma discussão. Vitor não resistiu aos ferimentos e morreu.
Dois condenados pelo homicídio
Ao final do julgamento, os jurados decidiram pela condenação de Cláudio de Matos e Welinton dos Reis pelo homicídio.
Cláudio de Matos recebeu pena de 9 anos, 7 meses e 9 dias de reclusão, em regime inicial fechado, além do pagamento de 12 dias-multa.
Welinton dos Reis foi condenado a 8 anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, além do pagamento de 10 dias-multa.
Já Júlio César dos Reis foi absolvido da acusação de homicídio, prevista no artigo 121 do Código Penal. Ele, porém, foi condenado por porte ilegal de arma de fogo a 2 anos de reclusão, em regime inicial aberto, além do pagamento de 10 dias-multa.
Ministério Público considera resultado positivo
O promotor de Justiça Paulo Roberto Colombo Junior afirmou que a decisão dos jurados ficou de acordo com o entendimento apresentado pelo Ministério Público durante o julgamento.
Segundo o promotor, a acusação pediu a condenação de Cláudio e Welinton pelo homicídio e a absolvição de Júlio César em relação à morte de Vitor.
“Do ponto de vista do Ministério Público, a votação foi de acordo com o nosso entendimento”, avaliou.
Colombo Junior também informou que caberá ao titular da 2ª Promotoria de Capinzal avaliar eventuais recursos relacionados às penas. O promotor destacou ainda que a sessão transcorreu de maneira tranquila e respeitosa entre os envolvidos.
Defesa anuncia recursos
Após a leitura das sentenças, a defesa informou que pretende recorrer das decisões. O advogado Felipe Yoshimi Cassiano Tukuda afirmou que serão apresentados recursos às instâncias superiores para questionar aspectos do processo e das condenações.
O advogado destacou como resultado positivo para a defesa a absolvição de Júlio César dos Reis da acusação de homicídio. Ele ressaltou, porém, que o réu foi condenado pelo porte ilegal de arma.
A defesa também pretende contestar as condenações de Cláudio de Matos e Welinton dos Reis. Conforme Tukuda, os advogados identificaram questões relacionadas ao andamento do processo que, na avaliação da defesa, podem ter influenciado o resultado do julgamento.
Sobre a situação dos condenados, a defesa informou que Welinton dos Reis poderá recorrer em liberdade, enquanto Cláudio de Matos permanecerá preso após a sentença.
Os recursos deverão ser analisados pelas instâncias competentes da Justiça. Com informações da rádio Capinzal.






