A federação União Progressista tende a ser o primeiro bloco do centrão a migrar para Flávio Bolsonaro no segundo turno.
Como a CNN mostrou, Flávio já vinha procurando Ciro Nogueira e Antônio Rueda em busca de apoio para um eventual segundo turno. Naquele momento, a federação condicionava qualquer avanço ao resultado da eleição e à viabilidade da candidatura de Flávio.
O resultado de domingo destrava essa conversa, já que Flávio terminou o primeiro turno à frente de Lula e a direita saiu fortalecida também na disputa pelo Congresso. Agora, dirigentes da federação admitem uma aproximação maior com o candidato do PL e dão como certa a aliança.
Uma reunião está prevista para esta terça-feira (6), em Brasília, para discutir a posição no segundo turno. No PP, a bancada federal, senadores e diretórios estaduais foram convocados para a decisão.
Como contrapartida, o União Brasil quer preservar Davi Alcolumbre no comando da Casa em 2027, o que representa um cálculo importante, já que o fortalecimento do PL abriu espaço para que o partido tente eleger um nome mais alinhado a Flávio.
Durante o primeiro turno, a estratégia do Planalto foi a de impedir uma adesão do centrão a Flávio e, no limite, garantir a neutralidade dessas siglas.








