Características
O urubu-de-cabeça-preta se caracteriza por ser preto com uma faixa branca no fim de cada asa. Possui entre 56 e 76 centímetros de comprimento e 143 centímetros de envergadura (abertura das asas). As fêmeas são maiores, pesando em torno de 1,900 Kg, já os machos pesam em torno de 1,200 kg.
Conforme explica a professora, são animais detritívoros, ou seja, se alimentam de carcaças de animais mortos e outros materiais orgânicos em decomposição. Nas áreas urbanas e rurais, buscam restos de comida e partes de animais domésticos abatidos.
“Os urubus são muito importantes. Eles ajudam no controle ecológico e sanitário dos ambientes, eliminando 95% das carcaças do ambiente. Sem o serviço deles, as carcaças poderiam demorar até quatro vezes mais para se decomporem, o que aumentaria muito os riscos à saúde de todos”, explica.
Eliara relata, ainda, que eles se acostumam facilmente com a presença humana e podem ficar junto com galinhas e outras aves domésticas. Segundo ela, o animal é comum em todo o Brasil, nas cidades, fazendas e áreas abertas, mas não nas áreas bem florestadas. Sua distribuição geográfica é da região Central dos Estados Unidos até praticamente toda a América do Sul.
“Em dias muito quentes tem o hábito de pousar nas margens de rios e lagoas para beber água e resfriar as pernas. Também, para se refrescar, a ave abre as asas, distende ou retrai o pescoço e a cabeça e excreta a urina e as fezes sobre as pernas”.
O animal está aos cuidados da professora do Curso de Ciências Biológicas da universidade – Foto: Unochapecó/Divulgação
Resgate
O resgate do animal foi feito com a supervisão de uma técnica, que também é bióloga, de um laboratório do curso de Ciências Biológicas. A professora conta que o correto, nesses casos, é sempre devolver para a natureza, porém, é importante avaliar se o animal está bem. “Se sim, a primeira opção é a soltura no ambiente imediatamente. Quanto menos contato com o ser humano melhor. Se ele estiver com algum problema de saúde, machucado ou não conseguir voar, é importante encaminhar para algum atendimento. É o que estamos fazendo”.
A professora destaca que o fato inusitado, que chamou tanta atenção, seja pelo animal em questão, ou pelo local em que foi encontrado, é importante para desmistificar boatos sobre a ave. “Os urubus não transmitem doenças. Precisamos respeitar a vida deles. Caso apareçam em nas casas, aproveite para admirar, conhecer os detalhes e investigue se não há nenhum resíduo/carcaça atraindo eles. Caso não se sinta seguro com o animal, você pode espantar ele sem machucar. Ainda, se tiver dúvidas, busque a orientação de um biólogo”, orienta a professora. (ND Mais)