Verão aumenta risco de acidentes com animais peçonhentos

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Durante o Verão, período marcado por temperaturas mais elevadas e maior umidade, aumenta a incidência de animais peçonhentos, o que exige atenção redobrada da população para evitar acidentes e casos de envenenamento.

Entre as espécies que mais causam acidentes estão serpentes, escorpiões, aranhas, mariposas e suas larvas, abelhas, formigas, vespas, besouros, lacraias, além de animais aquáticos como peixes, águas-vivas e caravelas. Conforme o Ministério da Saúde, são considerados animais peçonhentos aqueles que possuem presas, ferrões, cerdas ou espinhos capazes de inocular veneno nas vítimas.

No Brasil, foram registrados 265.546 acidentes, dos quais 4.080 resultaram em óbitos. Em Curitibanos, somente no último ano, foram atendidas 194 ocorrências relacionadas a esse tipo de situação. O aumento da presença desses animais no Verão está associado, principalmente, ao período da Primavera, quando ocorre a reprodução e intensificação das atividades dessas espécies. Fatores como mudanças climáticas, desmatamento e queimadas também influenciam diretamente na movimentação e no crescimento dessas populações.

Para reduzir o risco de acidentes, especialistas recomendam uma série de cuidados preventivos. Entre eles estão evitar desmatamentos e queimadas, manter a higiene das residências, instalar telas em janelas e vedar ralos, portas e frestas. Também é fundamental manter quintais, jardins, terrenos baldios e áreas comuns sempre limpos, sem acúmulo de lixo ou entulhos, que servem de abrigo para esses animais.

Outras orientações incluem examinar calçados, roupas e roupas de cama antes do uso, utilizar botas e luvas em atividades rurais ou de jardinagem e manter os contatos das unidades de saúde de referência em local visível. Em caso de acidente, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente, sem utilizar torniquetes ou receitas caseiras, e sempre notificar o ocorrido aos órgãos de saúde, já que esses casos são de notificação compulsória no Brasil.

Casos de viroses crescem no Verão

Para muita gente, o Verão é sinônimo de descanso, praia e viagens. Mas, junto com o calor intenso e as aglomerações típicas da estação, também cresce a circulação de vírus que afetam principalmente o sistema digestivo. O resultado são surtos de viroses que podem transformar dias de lazer em idas inesperadas ao hospital.

As altas temperaturas criam um ambiente ideal para a proliferação de vírus, bactérias e parasitas. As viroses costumam começar de forma inespecífica, mas alguns sinais são bastante característicos: náuseas e vômitos; dor abdominal e cólicas; diarreia; mal-estar e cansaço; dor de cabeça; febre baixa. A complicação mais comum é a desidratação, especialmente quando há muitos episódios de vômito e diarreia.

Por conta da possibilidade de um aumento do número de casos de doenças diarreicas agudas nesta temporada de Verão, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), alerta a população para os cuidados e as medidas de controle e higiene durante todo o período, evitando o adoecimento e a transmissão para outras pessoas. São eles: cuidar com a qualidade da água ingerida que deve ser tratada, fervida ou mineral; evitar a ingestão de frutos do mar crus, carnes mal passadas, especialmente sem saber a procedência; ao levar alimentos para a praia, cuidar da higiene e manter a refrigeração adequada; não consumir sucos, batidas, caipirinhas e outras bebidas não industrializadas sem saber a procedência dos ingredientes utilizados; não consumir alimentos fora do prazo de validade, mesmo que aparência seja normal; não consumir alimentos que pareçam deteriorados, com aroma, cor ou sabor alterados, mesmo que estejam dentro do prazo de validade; higienizar as mãos com frequência, especialmente antes e depois de utilizar o banheiro, trocar fraldas, manipular e preparar os alimentos, amamentar e tocar em animais; não frequentar locais com condição imprópria para banho.

A Secretaria destaca que a doença pode causar desidratação leve à grave, sendo que crianças, idosos e pessoas imunodeprimidas são mais vulneráveis e têm mais chances de evoluir para gravidade. Principalmente nestes casos é importante monitorar os sintomas, não se automedicar e, caso necessário, procurar uma unidade de saúde para realização do tratamento adequado.