“Mostrar a cara do Brasil” no cenário internacional sempre foi uma das prioridades do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante seus mandatos. O foco do líder petista permanece em apresentar o país ao mundo como uma nação pacificadora. De janeiro a setembro deste ano, foram 25 viagens internacionais, com 21 países espalhados em quatro continentes – somente Oceania ficou de fora. E a agenda ativa no exterior somente foi interrompida em função das fortes dores no quadril. Para resolver isso, o presidente precisou se submeter a uma cirurgia no final de setembro.
Mas, antes dessa pausa obrigatória, Lula conduziu duas agendas internacionais, passando por Cuba e os Estados Unidos, que custaram R$ 11,379 milhões aos cofres públicos. Os dados foram obtidos pela equipe de O TEMPO Brasília por meio de um pedido de Lei de Acesso à Informação (LAI) ao Itamaraty. Esses valores não incluem o translado aéreo, que é feito pela Força Aérea Brasileira (FAB), cujos valores são sigilosos.
Sua estada em Cuba, que se limitou a apenas dois dias entre 15 e 16 de setembro, sendo que parte desse período foi destinado ao translado para os EUA, resultou em um custo total de R$ 1,056 milhão. Já nos Estados Unidos, durante sua participação na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) entre os dias 16 e 20 de setembro, o valor desembolsado foi de R$ 10,323 milhões. As maiores despesas foram registradas nos Estados Unidos, onde somente a quantia total da hospedagem atingiu US$ 1,265 milhão, que pela conversão em reais chega a R$ 6,214 milhões.



