Vigilância Epidemiológica alerta que região é considerada área ampliada de risco para febre amarela

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Joaçaba – A Vigilância Epidemiológica do Estado (DIVE/SC) monitora os casos suspeitos de febre amarela em Santa Catarina. Na tarde desta terça-feira (23) foi confirmado que a morte de uma moradora de 57 anos de Gaspar, no Vale do Itajaí, no dia 17 de janeiro, foi provocada por febre amarela. Ela foi infectada em São Paulo.

O diagnóstico foi confirmado pela Fundação Oswaldo Cruz do Paraná, que é o laboratório de referência para Santa Catarina, segundo a Dive. A mulher havia viajado recentemente para o município de Mairiporã, na região metropolitana de São Paulo, e não era vacinada contra a doença.

Há outros seis casos suspeitos de febre amarela no estado, que estão sendo investigados. Segundo a Dive, em todos eles as pessoas viajaram para algum local com transmissão foram de Santa Catarina.

No Meio-Oeste, os órgãos responsáveis também estão em alerta. De acordo com a chefe da Vigilância Epidemiológica da Gerência Regional de Saúde de Joaçaba, Cleci Lucini, mesmo com a maioria das populações das regiões Oeste, Meio-Oeste, Extremo-Oeste e Serra vacinadas, a preocupação ainda existe.

“A maioria da população já está vacinada. Só não está vacinado quem não quis vacinar. Desde 2010 a vacinação vem sendo feita, já foi realizada para 100% da população menor de 60 anos e acima de 60 algumas pessoas que tinham alguma incolumidade”, explica.

Lucini destaca que, no momento, a vacina não está disponível nos postos de saúdes todos os dias por causa do fracionamento dos frascos e da validade do produto. “Por isso deve ser feito um agendamento de dias da vacinação. É importante que as pessoas liguem para os postos de saúde a fim de otimizar a aplicação, e é importante que todo mundo faça a vacina que é em dose única”, completa.

Macaco

Cleci Lucini desmistifica o boato de que o macaco seria o transmissor da doença. “Pelo contrário. O macaco é o nosso sentinela. Onde estiver macaco morto vamos observar se ele contraiu a doença”, reforça. Segundo o Ministério da Saúde, a região de divisa de Santa Catarina com o Rio Grande do Sul, principalmente por onde passa o Rio Uruguai, é considerada área ampliada de risco.

“Por isso volto a dizer. Todos que quiseram receber a vacina receberam. A vacina é para a população de qualquer idade em nossa região. Acima de 60 anos é solicitada avaliação médica e agora somente com dias agendados. Os sete casos investigados no Estado são todos “importados” de outros estados”, finaliza.

Vacinação

A Dive reforçou que todos que forem se deslocar para áreas com recomendação da vacina devem tomá-la em até 10 dias antes da viagem.

Em Santa Catarina, há 162 municípios em área com recomendação para a vacina. Crianças de até 9 meses de idade também devem tomar a dose, independente de onde moram. Confira as salas de vacinação pelo estado no site da Dive.