Zortéa participa do curso da Agricultura Familiar promovido pelo Sebrae

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“Em função da capacitação que tivemos na última semana, ficou claro que a fomentação da agricultura familiar dentro do município é de extrema importância econômica. Hoje vivemos em um País o qual detém como fator basilar para nutrição de alimentos a agricultura familiar, e o Poder Público pode contribuir com o aumento e incentivo no desenvolvimento desses pequenos produtores de várias maneiras, aproximando-os do meio urbano por meio de algumas ações como por exemplo, feiras da agricultura”. Destaca o responsável pela Sala do Empreendedor de Zortéa e Agente de Desenvolvimento local Felipe de Souza que participou da capacitação.

Felipe relatou que por meio do que foi abordado no curso, ficou ainda mais claro o que o município pode estar fazendo pela agricultura familiar, destacando que em Zortéa, essa atividade possui grande destaque, com uma área urbana pequena em comparação ao meio rural. O que torna claro que além do desenvolvimento econômico das empresas localizadas na área central, um dos focos principais que trará benefícios e incentivo a produtores rurais é a agricultura familiar.

A Agente de Desenvolvimento Local Mariângela Oneda Mello, que também participou do curso disse que a experiência foi muito enriquecedora e que proporcionou trazer para o município de Zortéa várias ideias e planos de ação para colocar em prática, já vislumbrando excelentes resultados. “No curso foram apresentadas alternativas de comercialização para a agricultura familiar: dos mercados institucionais à feira do produtor rural”. Participou também do curso o Secretário de Administração e Finanças Edson Moro que reforçou a importância de dar atenção para esse setor da Agricultura Familiar e que existem várias formas de fazer isso. “O curso nos deu bagagem para repensar nossa atuação nesse setor e a troca de informações e experiências com outros municípios foi fundamental”.

Promovido pelo Sebrae por meio do Programa Cidade Empreendedora, a capacitação foi realizada, na última semana, no Hotel Lang Palace, em Chapecó. O objetivo foi fornecer elementos para que a gestão pública possa ampliar as oportunidades de comercialização da agricultura familiar do município, estimulando os produtores a acessarem os mercados institucionais e mediando outras alternativas de comercialização. Participaram representantes dos municípios que aderiram ao programa das regiões oeste, extremo oeste e meio oeste: Caibi, Campo Erê, Caxambu do Sul, Chapecó, Cordilheira Alta, Lajeado Grande, Maravilha, Pinhalzinho, Saudades, Seara, Xanxerê, Xaxim e Zortéa.

Segundo informações do Censo Agropecuário 2017 do IBGE, somente no Brasil a atividade da agricultura familiar envolve aproximadamente 3,9 milhões de estabelecimentos. Entre os assuntos abordados estiveram o papel da agricultura familiar no desenvolvimento local, as políticas públicas para o fomento do setor, Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), Programa Alimenta Brasil (PAB), compra institucional pelas Administrações Municipais, atendimento ao produtor e estratégias de comercialização.

“Ao fomentar a agricultura familiar o município terá a possibilidade de fixar às famílias no campo e criar oportunidades para que possam se manter na atividade rural, além de reter os recursos no território local que contribuirão para o desenvolvimento econômico. Isso gera um círculo virtuoso porque os recursos circulam dentro do município, estimulam o comércio local, retornam à Administração Municipal em forma de tributos e arrecadação, que acabam sendo reinvestidos em formas de políticas públicas na área da saúde, educação, assistência social, por exemplo”, explicou a consultora credenciada ao Sebrae/SC, Fabrine Schwanz Dias.

A importância de produtos da agricultura familiar para a alimentação escolar.

A gerente regional do Sebrae Meio-Oeste, Sueli Vieira destacou ”que a importância da agricultura familiar fica evidente diante de variados panoramas sociais e econômicos do país. Do ponto de vista social, é um caminho para diminuir o êxodo rural, promover o desenvolvimento do interior dos municípios e contribuir em relevantes questões ambientais. Sob o ponto de vista econômico, é uma das bases da economia de 90% dos municípios com até 10 mil habitantes”.