Após a forte repercussão gerada na comunidade a administração de Joaçaba retirou da Câmara de Vereadores o projeto de reforma administrativa que previa o incremento de 35 cargos na estrutura do município. A retirada ocorreu nesta quarta-feira (25). Segundo o Projeto de Lei Complementar nº 584 de 05 de fevereiro de 2026, são 12 cargos comissionados e 23 funções de confiança ao custo de R$ 124.981,31 por mês.
O incremento resultaria em um aumento de despesas com pessoal anual de R$ 1.499.775,73. Conforme dados do município, o percentual de despesas total com pessoal referente ao segundo quadrimestre de 2025 foi de 40,31% sobre a receita corrente líquida. A criação dos novos cargos vai representar um impacto sobre a despesa orçamentária de 0,64% em 2026.
A proposta de reorganização da estrutura administrativa da prefeitura de Joaçaba reacendeu o debate sobre o crescimento da máquina pública municipal. O texto amplia o número de secretarias, diretorias e cargos comissionados, concentrando novas funções diretamente ligadas ao gabinete do prefeito e a áreas estratégicas da administração.
Entre as mudanças previstas, apenas na área de comunicação institucional, o projeto prevê quatro diretorias distintas, além de cargos específicos voltados à produção audiovisual, mídias sociais, produção gráfica e assessoramento administrativo, ampliando significativamente o quadro de funções de confiança.
O gabinete do prefeito também passa a contar com novos cargos, como intendente de chefia de gabinete, assessor de secretaria, diretor de Defesa Civil e assistente de aeroporto, reforçando o núcleo político-administrativo do Executivo. Em paralelo, secretarias já existentes, como Esportes e Gestão Administrativa e Financeira, ganham novas camadas hierárquicas com diretores, superintendentes e intendentes.
A proposta coloca Joaçaba no centro de uma discussão recorrente: até que ponto a ampliação da máquina administrativa se traduz em melhoria efetiva dos serviços prestados à população, e em que medida representa apenas o aumento de cargos e custos no organograma da prefeitura.
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Nos bastidores, corre a informação de que o projeto possa ser reenviado em outro momento. Esse é o segundo projeto polêmico encaminhado pela administração no retorno das atividades legislativas. Também foi encaminhada proposta que prevê 13º salário e adicional de férias de um terço para prefeito e vice-prefeito. O texto é de iniciativa do Poder Executivo e foi rejeitado em primeira votação, devendo passar pelo segundo turno por se tratar de emenda à Lei Orgânica.





